domingo, 2 de setembro de 2012

A assessora Denise Leitão Rocha deverá ser demitida quando voltar do recesso, em agosto

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) disse ao G1 na noite desta quarta-feira (18) que a assessora Denise Leitão Rocha deverá ser demitida quando voltar do recesso, em agosto. Ela seria a mulher que aparece em cenas de sexo em um vídeo que circulou dentro no Senado.

"Tudo leva a crer que ela vai ser afastada definitivamente", disse ao ser questionado sobre a demissão. "Não vou passar o resto do mandato dando explicação sobre uma situação que aconteceu", completou o senador, que diz não saber como o vídeo foi feito nem como vazou.
"Eu preciso de uma assessora nas comissões, que faça o trabalho. Não posso ter uma pessoa que não vai conseguir desempenhar o seu mandato né? Pelo jeito que estão indo as coisas...", disse. "Não posso ter uma celebridade, não é esse o trabalho".

Nesta terça, Nogueira já havia se queixado por passar por uma situação "muito constrangedora" após o aparecimento do vídeo. A gravação circulou entre assessores e jornalistas que cobrem a CPI do Cachoeira há três semanas, com origem e circunstâncias desconhecidas.
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Nogueira garantiu que o ato não ocorreu nas dependências do Senado. "Isso eu já mandei averiguar, e não. Com certeza não foi no Senado não. Se fosse no Senado, já teria tomado a decisão de demitir sumariamente".

Nogueira repetiu que a assessora cumpria bem o trabalho como assessora jurídica. "Era uma funcionária exemplar, desempenhava muito bem as funções dela. Nunca tive nenhuma reclamação", afirmou o senador. "O problema é que essa pessoa vai estar exposta a todo tempo e não é um trabalho dentro do gabinete".
Advogada, Denise acompanhava o senador durante a análise e votação de projetos de leis nas comissões do Senado. Começou a trabalhar para o gabinete no início de 2011 e ganhava cerca de R$ 4 mil por mês. Segundo Nogueira, ganhou o posto após análise de currículo e entrevista.

Vazamento
O vídeo chamou a atenção dos jornalistas durante o depoimento do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), na última terça-feira (10), no Senado. Antes disso, já era conhecido por alguns jornalistas, mas foi visto na tela de laptops de alguns parlamentares durante a sessão. Na ocasião, Denise chegou a entrar na sala, mas diante da curiosidade de fotógrafos e jornalistas, evitou levantar o rosto e saiu em 5 minutos.

O G1 procurou a assessora, mas não foi localizada. Os colegas de gabinete disseram não ter autorização para informar o telefone pessoal e ficaram de passar o recado.
Depois dos vazamento, o vídeo foi largamente repassado e exibido no comitê de imprensa do Senado, onde ficam os jornalistas. Com a repercussão interna, a assessora pediu um afastamento, aproveitando o período de recesso dos parlamentares. Ao jornal Extra, Denise afirmou que pretende entrar na Justiça contra o responsável pelo vazamento das imagens

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