sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O VÔO ALTO DE ZÉ CARLOS DO PT

http://blogdoedwilson.blogspot.com.br/2012/11/o-voo-alto-de-ze-carlos-do-pt.html


Após o humilhante resultado na desastrada candidatura a prefeito de São Luís, o vice-governador Washington Oliveira (WO) está na iminência de perder o controle do PT para o deputado estadual Zé Carlos.



Enquanto WO perambulava mendigando votos pelas ruas de São Luís, o gabinete de Zé Carlos percorria o continente dando suporte aos candidatos a vereador e prefeito do PT e acabou devorando as bases outrora controladas por WO.



A estratégia de tomar o PT de WO foi montada pelo chefe de gabinete de Zé Carlos, jornalista Henrique Silva, candidato declarado à presidência do diretório estadual do partido.

Zé Carlos, candidato a deputado federal, quer o controle do PT

O gabinete de Zé Carlos pretende controlar o PT para alçar o vôo alto: conquistar o mandato de deputado federal, cargo também pretendido por WO.



O vice-governador já perdeu as esperanças de assumir a vaga de Roseana Sarney (PMDB) e ser efetivado no Palácio dos Leões durante nove meses. Por isso, vai tentar uma vaga de federal e disputar o PT com Zé Carlos.



A situação de WO se complica ainda mais nas bases petistas. Nos diretórios municipais espalhados no Maranhão o sentimento é de rejeição à aliança com o PMDB.

WO, Roseana e o companheiro Monteiro: a caminho da derrota em 2013

WO entregou o PT para a oligarquia Sarney e até agora o partido não ocupou nenhuma secretaria estratégica no governo Roseana, em clara demonstração de menosprezo da oligarquia aos aliados petistas.



O PED EM 2013 E O GOVERNO EM 2014



A decisão sobre o comando do PT vai ser tomada em novembro de 2013, no Processo de Eleições Diretas (PED), onde serão eleitos os diretórios municipais, estaduais e o comando nacional.



No PED do Maranhão instituiu-se a cultura da filiação em massa sem qualquer critério, permeado de denúncias sobre compra de votos e fraude na eleição.



Mas talvez nem o dinheiro ou a fraude salvem WO em 2013. O vice-governador está desmoralizado no governo Roseana Sarney, rejeitado no governo federal e amaldiçoado nas bases do PT pelo Maranhão inteiro.



Pelo menos três chapas vão disputar o diretório estadual: uma de Roseana, liderada por Raimundo Monteiro/WO; a outra do gabinete de Zé Carlos, encabeçada por Henrique Silva; e a terceira, da esquerda do PT, provavelmente sob o comando de Augusto Lobato.



Lobato está dialogando progressivamente com os deputados estadual Bira do Pindaré e federal Domingos Dutra para unificar várias tendências em torno de um só projeto – ganhar o PT e formar aliança com a candidatura de Flavio Dino (PCdoB) para o governo estadual.



WO e seu fiel escudeiro Raimundo Monteiro pretendem novamente levar o PT à submissão desmoralizante de apoiar o candidato da oligarquia Sarney: Edison Lobão ou Luís Fernando Silva.



O gabinete de Zé Carlos por enquanto ainda não se posicionou sobre a disputa estadual, caso Henrique Silva venha a ser presidente do PT a partir de 2013.



Fato concreto é que Zé Carlos e Henrique Silva devoraram as bases de WO, mas não está garantida a vitória contra a esquerda petista com a eventual candidatura de Augusto Lobato.



A tendência das bases petistas é de aliança com Flavio Dino (PCdoB) e quem melhor representa esse posicionamento é a esquerda petista com o nome de Augusto Lobato na cabeça da chapa ao diretório estadual.



Lobato busca a unidade da esquerda do PT para ganhar o PED

Militante histórico e atual vice-presidente estadual do PT, Lobato é o candidato do campo democrático-popular.



WO também tem problemas com alguns aliados do PT sarneísta, no geral controlados mediante favores, cargos e outros expedientes...



Em privado, WO refere-se a alguns companheiros da caminhada sarneísta com expressões grotescas do tipo “a cracolândia do PT”, aludindo não ao uso de drogas, mas à droga da política que o levou ao esgoto.



Para tentar sair da lama, WO fez uma visita recente à Rússia, onde visitou o mausoléu de Lênin levando nas mãos o livro clássico “Que fazer”?



Do encontro entre um revolucionário morto e um morto político, Lênin revirou-se no túmulo como se quisesse dizer: “está tudo perdido”.

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