sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Novo modelo de escola integral chega a 21 instituições de ensino fundamental

Em vez de o modelo mais antigo influenciar o novo, na educação estadual ocorre o contrário. É o novo projeto, iniciado em 2012 no ensino médio, que orientou as mudanças na educação fundamental. A partir deste ano, 21 escolas do ciclo 2 (5.ª à 8.ª série) vão contar com a nova proposta. Outras duas oferecerão o ciclo 2 e o ensino médio.

Escolas passam a contar com jornada de 8h40 e professores passam a ter regime de educação plena e integral


Essas escolas passam a contar com jornada de 8h40. Uma mudança na escola é que os professores passam a ter regime de dedicação plena e integral. Na sala de aula haverá um currículo básico e disciplinas eletivas e orientação para estudos. No lugar das atuais oito oficinas, haverá somente duas: hora da leitura e experiências matemáticas. Nesse nível de ensino também haverá a elaboração do projeto de vida, "mas focado na continuidade do estudo e na educação para valores humanos", segundo informou a secretaria.

Leia mais: Tempo integral em escolas de São Paulo não garante melhor aprendizado
Para não ter um impacto negativo como houve em 2006, ao se impor o sistema integral a mais de 500 escolas, o Estado definiu que o modelo só seria adotado nas unidades com aprovação da comunidade escolar. A medida democrática dificultou os planos da secretaria de promover uma expansão mais significativa do modelo. Das 121 escolas onde o projeto foi oferecido, 68 delas (56%) recusaram.

A ideia do governo era, no ensino médio, ampliar para 100 escolas já em 2013 - o modelo foi iniciado em 2012 em 16 unidades. Com as recusas, o novo ensino integral vai chegar a 31 escolas dessa etapa. Dessa forma, fica ainda maior o desafio de alcançar 300 escolas até 2014, plano inicial da pasta.

A preocupação com o tempo integral faz parte, segundo o governo, dos esforços para colocar o sistema educacional de São Paulo entre os 25 melhores do mundo até 2030. Hoje, é o 53.º entre 65, considerando simulação que apresenta São Paulo como um país no Programa Internacional de Avaliação (Pisa).

No Ideb de 2011, a rede estadual ficou estagnada no ensino fundamental. O ciclo 1, de 1.ª à 4.ª série, teve nota 5,4 e o final, da 5.ª à 8.ª série, 4,3.

Já no ensino médio, em que o avanço é mais difícil em todo o País, o Estado de São Paulo teve aumento de 3,6 para 3,9. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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