sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Moto que solta fogo é avaliada em R$ 300 mil; assista a vídeo

Modelo foi criado pelo piloto Tarso Marques e tem visual enferrujado.
Com a ajuda de uma vela, para gerar a faísca, ele lança chamas.




Com visual de enferrujada e rodas de carro, uma moto customizada, exposta no AutoEsporte ExpoShow, é avaliada em cerca de R$ 300 mil, de acordo com seu criador, o piloto Tarso Marques. Detalhe: além de visual diferenciado, ele solta fogo.

O modelo está no evento que vai até o próximo domingo (24), no Anhembi, em São Paulo. Nesta sexta (22), o piloto surpreendeu visitar ao demonstrar o efeito da moto. Assistir ao "show" também é passar calor: as chamas são altas (assista no vídeo acima).


Um sistema desenvolvido pela Tarso Marques Concept, oficina de personalização do piloto, leva gasolina à saída de escape, que fica voltada para o lado direito da moto. Com a ajuda de uma vela, para gerar a faísca, o modelo lança chamas. “Nossa ideia foi criar um negócio diferente de tudo que já fizemos. Levamos mais pelo lado da arte”, explica Marques, que diz já ter interessados na compra.

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FOTOS: veja destaques do ExpoShowCelta 'gasta' R$ 60 mil em modificaçõesAgende-se para visitar a feiraForam três meses para construir a moto, que utiliza motor Harley-Davidson de 1.200 cc como base. “O resto foi feito totalmente por nossa equipe”, explica Marques.

Para dar um visual especial, a estrutura da moto foi enferrujada e o modelo recebeu diversos itens nostálgicos. O banco é de uma bicicleta da década de 1910 e as pedaleiras são bielas de motor.

Por seu conjunto, a moto venceu prêmio no concurso de Key West, nos Estados Unidos.


Marques e a moto que solta fogo (Foto: Caio Kenji/G1)'Thunder Bullet'
Além deste modelo, outras novidades de duas e quatro rodas estão expostas no evento. O próprio Marques mostra um de suas mais recentes criações, o "Thunder Bullet". "Utilizamos um Thunderbird de 1961 e não há 5 centímetros no carro sem modificações", descreve. O modelo tem freios e suspensões de alta performance, além de motor que alcança mais de 600 cavalos, segundo o piloto.

Além de motos feitas pela TMC, o piloto mostrará modelos Triumph com kit de customização feito pela oficina, que permite modificar as motos da marca britânica nas próprias concessionárias.

Em todo o AutoEsporte Expo Show estão presentes outras tendências de tuning, com um Chevrolet Celta, que teve mais de R$ 60 mil investidos em seu projeto. A feira ainda tem espaço para carros antigos, entre eles, modelos históricos de competição de Emerson Fittipaldi.


Thunder Bullet de Tarso Marques (Foto: Caio Kenji/G1)
Thunder Bullet de Tarso Marques (Foto: Caio Kenji/G1)Serviço
AutoEsporte ExpoShow
Quando: de 21/11 a 24/11
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (SP)
Horários: das 14h às 22h (entrada até as 21h) até 23/11; das 11h às 19h (entrada até as 17h) no dia 24/11
Ingressos: vendas pelos sites www.autoesporteexposhow.com.br e www.ticketsforfun.com.br, na bilheteria do Credicard Hall (Av. Nações Unidas, 17.955) e nas bilheterias do Anhembi
Preços:
- inteira
R$ 20 (para os dias 21 ou 22/11) e R$ 30 (para 23 ou 24/11)
- meia
R$ 10 (para os dias 21 ou 22/11) e R$ 15 (para 23 ou 24/11)
- amigo (mínimo 4 tickets)
R$ 16 (para os dias 21 ou 22/11) e R$ 24 (para 23 ou 24/11)

Não serão vendidos ingressos com desconto para grupos nos dias do evento.

VEJA GALERIA DE FOTOS DO AUTOESPORTE EXPOSHOW:


http://g1.globo.com/carros/autoesporte-exposhow/2013/noticia/2013/11/moto-que-solta-fogo-e-avaliada-em-r-300-mil-assista-video.html


Convênios investigados pela PF totalizam mais de R$ 45 milhões

Operação Citrus investiga desvio de recursos públicos na Funasa.
PF cumpre mandados de busca e apreensão em quatro estados e no DF.


A Operação Citrus deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (22), para combater o desvio de recursos públicos na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), apura o desvio de verbas em convênios que totalizam R$ 45,5 milhões.
No Amapá, parte destes recursos foram destinados à construção de sistemas de abastecimento de água nos municípios de Laranjal do Jari, a 265 quilômetros de Macapá, e em Oiapoque, distante 590 quilômetros da capital.



A assessoria da Funasa informou que os recursos foram enviados aos municípios em 2007, intermediados pela autarquia, em um total de R$ 12 milhões para Oiapoque e R$ 7 milhões para Laranjal do Jari.

Em nota, a PF disse que a "empresa que deveria supervisionar obras de saneamento básico nos estados do Amapá, Tocantins e Rondônia fora contratada pela presidência da Funasa. O montante total desviado corresponde aos recursos pagos pelas prefeituras de Laranjal do Jari e Oiapoque à empresa executora da obra sem a correspondente contraprestação dos serviços de engenharia contratados. Entre os responsáveis pelas execuções fraudulentas das obras estão políticos, empresários da construção civil, engenheiros e servidores públicos". Os denunciados responderão pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Desde às 6h da manhã desta sexta-feira, a PF recolheu documentos no órgão relacionados a projetos, processos, pagamentos e fiscalizações de obras.

A operação da PF ocorre simultaneamente nos estados do Pará, Tocantins, Minas Gerais e no Distrito Federal. Segundo informações da Polícia Federal, cerca de 120 agentes cumprem 12 mandados de prisão temporária, 7 conduções coercitivas e 19 mandados de busca e apreensão nas regiões investigadas. O esquema teria a participação de servidores das prefeituras, Funasa e da empresa responsável pela execução de obras. Os funcionários eram usados como 'laranjas' pelo orgão.

A investigação foi iniciada há 5 meses a partir de irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na gestão das cidades.

O presidente da Funasa Roberto Galvão, a ex-prefeita de Larajal do Jari Euricélia Cardoso, e o ex-prefeito de Oiapoque Agnaldo Rocha foram conduzidos à sede da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira.
Convênios investigados pela PF totalizam mais de R$ 45 milhões

Conheça mais sobre água que abastece São Luis

Na última reportagem da série ‘água: uso e cuidado’, o JMTV 1ª Edição mostrou que uma das maiores fontes de abastecimento de água está no subsolo. São os aquíferos, onde é possível encontrar água de boa qualidade. Outra fonte de água são os rios, mas esses dependem das chuvas e também sofrem com o assoreamento, a poluição e o crscimento desordenado da cidade.

Na Grande São Luís - formada pelos municípios de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar - o maior reservatório de água vem do oceano: milhares de metros cúbicos de água salgada em volta de toda a Ilha. Mas do ponto de vista de água potável e de fácil acesso a maior reserva está submersa. São as águas subterrâneas, que retiradas dos lençóis freáticos já abastecem aproximadamente 40% da capital maranhense.

“Basicamente temos, na Ilha, dois aquíferos: o da formação barreiras e o aquífero da formação itapecuru, mais profundo. E a recarga desse aquífero é feita com a água da chuva, em locais específicos, com características”, disse Jânio Lima, secretário-adjunto de Meio Ambiente.

Aquíferos são grandes reservatórios de água que ficam debaixo da terra, alcançados por meio de poço. Mas para chegar até eles a perfuração de um poço segue rigorosas normas ambientais, para evitar danos à fonte de água por escassez ou contaminação. Todos os poços furados no solo da ilha devem passar pelo mesmo processo e a perfuração tem que ser autorizada pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

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Água é desperdiçada e há falta de conservação das nascentes de riosVeja como funciona o sistema de abastecimento de água de São Luís“A Caema, em todos os poços que ela perfura, ela faz o pleito junto à secretaria, pedindo a autorização. Os nossos técnicos avaliam e deferem o pedido”, acrescentou o secretário-adjunto.

É no subsolo a maior fonte de água potável dentro da Ilha de São Luís. A água que está lá embaixo alimenta também os rios. E ao contrário do que muita gente pensa, a água de um rio não vem só de uma nascente. Por isso, quando chove pouco a reserva de água no subsolo diminui e a vazão dos rios também.

“Nós temos muitos rios, umas 50 bacias de drenagem de médio e pequeno porte, e essas bacias tem cursos d’água durante a época da chuva. Mas de agosto a dezembro praticamente todas estão secas. Esse processo se agrava com o fato de que a hipermeabilização, com a urbanização da cidade, faz com que a água infiltre menos. Então essas águas subterrâneas que estão alimentando os rios na estação seca estão diminuindo também”, disse o ambientalista Márcio Vaz.

Os rios perenes, aqueles que têm água o ano todo são o Anil, Tibiri, Paciência e Santo Antônio. Todos são castigados pela poluição, com lançamento de esgoto in natura e lixo. No entanto, a diminuição ou poluição das águas subterrâneas é um problema ambiental mais sério e pode ser agravado com a perfuração irregular de poços e fossas.

As águas superficiais são mais frágeis porque recebem de forma mais direta a poluição urbana. As águas subterrâneas são mais preocupantes em termos de poluição. Porque elas levam mais tempo para poluir e para limpar. Uma vez contaminadas, as águas subterrâneas podem levar décadas e décadas, até que sejam recuperadas. Esse é o grande risco porque estamos em uma cidade com pouco saneamento básico, pouca rede de esgoto e muitas fossas. Você tem pessoas fazendo poços sem controle do lado de fossas e isso é uma garantia de contaminação quase certa”, afirmou Márcio Vaz.

A Ilha já tem pouca água natural de superfície e por causa da urbanização em volta dos rios, a tendência é que no futuro todos os rios aqui se transformem em sazonais, existindo somente em épocas de chuva.

Apesar da Ilha de São Luís não possuir nenhum grande rio na sua superfície, o Itapecuru fica só há 100 km de distância. Ele possui uma vazão de até 200 metros cúbicos por segundo, e São Luís seria 100% abastecida por apenas dois metros cúbicos por segundo.

A abundância de água tão próxima da Ilha descarta até estudos para dessalinizar a água do mar. Os ambientalistas garantem que não há necessidade para a tecnologia cara e ainda distante da realidade do Nordeste do Brasil.

“Nós temos água de sobra do Itapecuru e seria uma água muito mais barata que fazer a dessalinização. É uma solução mais sustentável que a água de poço isso é indiscultivelmente”, completou Vaz.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Em condições precárias, presídios do país têm déficit de 237,6 mil vagas


Considerada a pior do Brasil, prisão do RS tem 40 presos em cela para oito.
Mutirão do CNJ vasculha processos nos estados para desafogar o sistema.




As péssimas condições enfrentadas pelos detentos do Presídio Central de Porto Alegre levaram oito entidades do Fórum da Questão Penitenciária do Rio Grande do Sul a fazer uma denúncia a Organização dos Estados Americanos (OEA). Segundo as entidades, houve violação dos direitos humanos no presídio, considerado o pior do país desde 2008, após uma CPI no Congresso Nacional sobre o sistema penitenciário. O presídio tem 2.069 vagas, mesma capacidade de quando foi construído, em 1959, mas abriga pelo menos 4,3 mil detentos. Em uma cela projetada para oito pessoas há aproximadamente 40 presos.

Com uma câmera sempre em punho, o juiz da vara de Execuções Criminais de Porto Alegre Sidnei Brzuska registra a rotina do Central. Em um ambulatório, ele encontrou um homem que já não tinha forças para falar. Preso por roubar um par de chinelos e condenado a seis anos de prisão, Arinton da Silva contraiu tuberculose e teve um pulmão extraído. Sem acompanhamento médico ou condições mínimas de higiene, a cicatriz da cirurgia infeccionou. Depois que o juiz divulgou as imagens, Arinton ganhou um indulto humanitário e foi para um abrigo, onde cumpre o restante da pena. “A estrutura do Central está muito deteriorada do ponto de vista sanitário. Todas as celas têm infiltração. Isso não tem conserto, porque é uma estrutura muito ultrapassada”, destaca Brzuska.

A administração do Presídio Central é de responsabilidade da Brigada Militar. Cada metro quadrado das celas é disputado, mas o controle do espaço não é do estado. “No momento em que o sujeito adentrou a galeria, as regras são ditadas por quem controla internamente aquela galeria, ou seja, aquele grupo criminoso que comanda aquela galeria é, em última instância, o responsável por assegurar a integridade física das pessoas que estão ali dentro”, aponta o juiz.

O Presídio Central não garanteas condições mínimas de saúde que a Vigilância Sanitáriadeveria assegurar"Maria do RosárioApesar de haver exemplos positivos, como as oficinas oferecidas aos usuários de droga em recuperação e com bom comportamento, a maior parte dos detentos vive uma dura realidade. “O Presídio Central não tem habitabilidade na maior parte do seu espaço físico e não garante as condições mínimas de saúde que a Vigilância Sanitária deveria assegurar em termos de qualquer instituição”, afirma a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.

Responsável pelo presídio, o governo do estado promete construir novas unidades para aumentar a capacidade da instituição. “Vamos gerar vagas. Estamos com alguns empreendimentos já contratados. Temos várias obras para desafogar essa superlotação do Presídio Central”, diz o secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Airton Michels.

O Brasil encarcera muito e mal. Temos muita gente presa que poderia estar solta e, lamentavelmente, muita gente que deveria estar presa e não está"Augusto Rossini, diretor geral do DepenOs presídios funcionam mais como escolas de aperfeiçoamento de práticas criminosas do que local de ressocialização de presos"Mário Bonsaglia, procurador regional de SPA superlotação é uma constante no sistema prisional do Brasil. O país tem 549.735 presos para 312.083 vagas. Entre 2011 e 2012, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) abriu 7,2 mil vagas em todo o país, mas o número teria que ser multiplicado por 33 para zerar o déficit, que é de 237.652 vagas. “O Brasil encarcera muito e encarcera mal. Temos muita gente presa que poderia estar solta e, lamentavelmente, muita gente que deveria estar presa e não está”, avalia o diretor geral do Depen, Augusto Rossini.

O déficit de vagas nas prisões foi constatado pelo Ministério Público. Em março deste ano, procuradores percorreram 1,6 mil estabelecimentos, entre presídios, penitenciárias, hospitais de custódia, albergues e colônias agrícolas. Os presos não são separados por idade, regime, crime e sequer os primários dos reincidentes. Mesmo sob a custódia do estado, o Ministério Público encontrou a presença ativa de grupos ou facções criminosas em 18% dos estabelecimentos. “Os presídios funcionam mais como escolas de aperfeiçoamento de práticas criminosas do que local de ressocialização de presos. Com isso, aumenta-se a reincidência e chegamos ao ponto de ter estabelecimentos prisionais sob forte influência de organizações criminosas”, critica Mário Bonsaglia, procurador regional de São Paulo e membro do Conselho Nacional do MP.

O levantamento também revela um alto número de rebeliões. De fevereiro de 2012 a março deste ano, ocorreram pelo menos 121 motins, sendo 23 deles com reféns. No mesmo período, houve 20,3 mil fugas e 769 pessoas foram assassinadas dentro dos presídios.

O que piora a situação é a lentidão da justiça. Os presos provisórios, aqueles que ainda não têm condenação, são grande parte da população carcerária. Muitos dos que estão nas cadeias ainda não foram ouvidos por juízes, não passaram por julgamento ou sequer se defenderam. São quase 230 mil presos provisórios no país, o que representa quase o que falta de vagas. Os defensores públicos, que deveriam ouvir os acusados no momento da prisão, também estão em falta. Segundo a Defensoria Pública, existem 5.054 defensores públicos estaduais. Das 2,7 mil comarcas brasileiras, apenas 30% contam com pelo menos um defensor.

Mutirão Carcerário

Há cinco anos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encontrou um caminho para acelerar o trabalho e criou o projeto Mutirão Carcerário. São feitas visitas às unidades prisionais para saber as condições dos detentos e, paralelamente, todos os processos dos condenados são analisados por um grupo de juízes, promotores e advogados. “Por vezes, chegamos a estados em que o poder judiciário e o poder executivo estadual não trocam informações sobre o sistema. O mutirão também chega com esse objetivo”, aponta Luciano André Losekann, coordenador do projeto.

Desde 2008, juízes fazem uma imersão em cada estado e no Distrito Federal e ficam entre 30 e 60 dias vasculhando os amontoados de processos. Entre 2010 e 2011, eles analisaram 310 mil processos. No mesmo período, quase 50 mil benefícios foram concedidos e 25 mil presos que tinham direito à liberdade foram soltos.

Há dois anos, o governo federal criou o Programa Nacional de Apoio ao Sistema Prisional, com previsão de investir R$ 1,1 bilhão até o fim deste ano. Já foram assinados contratos com 23 estados para a geração de 42,5 mil vagas. No entanto, só liberar recursos não basta. No ano passado, R$ 110 milhões foram devolvidos à União porque os estados nem sequer deram início às licitações para a construção de presídios ou ampliação de vagas em instituições já existentes. O estado que mais devolveu dinheiro foi o Rio de Janeiro, com cerca de R$ 27 milhões. O Rio Grande do Sul devolveu, entre 2006 e 2009, quase R$ 19 milhões.

Enquanto o dinheiro pula de cofre em cofre público, os presídios transbordam. “O preso fica provisoriamente. Não temos pena de morte ou prisão perpétua. Hoje, eles estão contidos. Amanhã, estarão contigo. Temos que pensar como essas pessoas vão voltar para a sociedade. Eles têm que voltar melhores do que entraram”, afirma o diretor geral do Depen

http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2013/11/em-condicoes-precarias-presidios-do-pais-tem-deficit-de-2376-mil-vagas.html

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O lençol é curto Comandante

A segurança Pública do Maranhão vem atravessando momentos dificies, um número alto de mortes violentas, tráfico de drogas em toda a cidade, crime organizado aterrorizando a cidade e desafiando o estado. Este ano já morreram 15 pms, não de morte natural , mas fruto de ataques da bandidagem.

Por último atacaram treilers da PM e mataram um soldado e feriram um sargento. Diante disso vem a tona a insatisfação da base da pm, que não é de hoje, basta lembrarmos da greve da PM, que parou o estado, foi necessário a vinda da força nacional, a mobilização de toda a estrututa de segurança da Repúlblica.



Após o fim da greve , a insatisfação foi grande, denuncias de perseguições a três por quatro, as queixas da base da PM, soldados e sargentos , são muitas, mas a principal é contra o RDE, regime disciplinar do exército, é este regime que , segundo alguns integrantes da base da PM, permite que occorram os constantes desrespeitos por parte do oficialato, e perseguições.


Após a morte do pm no treiler e tentativa de morte do sargento no Bairro de Fátima, desencadeou-se uma guerra contra os assasinos do Pm. A própia base desencadeou essa guerra, segundo fontes da PM, foram oito mortos em consequências da morte da Pm e não dois. Por outro lado, a revolta com o comando aumentou, principalmente pela falta de respeito do comando da PM, que sequer prestou honras e homenagens militares ao morto. Erro corrigido pelo novo comando, diga-se de passagem.

O novo comandante, Zannone Porto, corrigiu essa erro, prestou homenagens ao militar morto, visitou a familia do mesmo, também já no novo comando foram entregues armas cauteladas aos PMS da base. Essas armas que já existiam na PM,são as famosas ponto 40, Segundo as nossas fontes junto a PM, houve resistência por parte de alguns oficiais em entregar as armas.

O que é compreensível, em se tratando de um ambiente de rígida hierarquia, onde o sentimentos de superioridade é cultivado, imagine a heresia, um soldado usar a mesma arma que usa um oficial.


Essas pequenas mudanças feitas por parte do novo comando já trazem um novo ânimo para a tropa, no entanto o comandante tem falado constantemente em não admitir "indiciplina", ´traduzindo, não admite manifestaçoes públicas de insatisfações da PM, movimento organizado, mais como assim?. Como um agrupamento humano insatisfeito não vai se manifestar?. Em pleno século 21?

O Comandante há de compreender que todo ser humano quanado maltratado, ferido ,reage, exemplos na história da humanidade não faltam, vejamos só alguns: o movimento Ludista, que teve Nelson LUD à frente, no inicio da industralização, que reagiu as humilhações, espancamentos, e explorações, quebrando as máquinas, que consideravam responsavéis pelo seu sofrimento, a consciência do trabalhador da época não permitia perceber que o responsavel era o dono das máquinas.

O movimento resultou em frutos, por exemplo, o germe dos sindicatos como hoje se conhece, surgiu alí. O movimento do quilombo dos palmares, no Brasil, contra a escravidão e todas as mazelas dela decorrente. A revolta da chibata, liderada pelo almirante negro, João Cândido, contra os maltratos pelos quais os marinheiros passavam, uma "falta grave" era punido com 25 chibatadas.

O líder da revolta reivindicava entre outras coisas fim dos castigos físicos, melhor alimentação e anistia aos revoltosos, direitos básicos. Nessa revolta chegaram a ser mortos o comandante do navio e alguns oficiais. O governo fingiu atender os revoltosos, mas começou a retaliar os participantes, o líder foi preso e internado como louco,os repúlblicanos no início da Repúlblica Brileira tratavam questões socias como caso de polícia.


Os PMS do Maranhão, reivindicm direitos básicos, é uma questão social, e não de quebra de Hierarquia, vejamos algumas dessas queixas que os PMS fazem


1Dizem que os postos, treilers não estão sendo desativados, nem reestruturados, o que os deixa expostos a bandidagem,

2 As promoções não chegam, e são questionadas os critérios

3 Fim do RDE

4 Unificação das policias

5 Fim da prontidão,- ficar a disposição da PM , no quartel, na folga

6 Tirar das ruas PMS que estão sem condições de trabalho, notadamente aqueles com problemas psicilógicos e psiquiátricos, pois põe em risco a equipe e a sociedade

7 Fim da determinação do comando para que policiem locais de conflitos entre bandidos, , para que não aumente a estatística de mortes no estado

8 O plano de cargos e carreiras que até hoje não foi implantado

O Comandante Zanone Porto tem falado constantemente que vai aumentar o número de PMS na ruas , mais como comandante? Com os mesmos PMS? Temos um dos menores contingentes do país, virão os PMS da assembléia e os do judiciário? . A turma em formação não está apta a ir ás ruas, ou os já sacrificados PMS que ai estão serão mais sacrificados ainda?

O ambiente para uma nova greve de PMS é fértil, há muita insatisfação, há o componente político, muito cuidado comandante, a questão é social , não de quebra de hierarquia .

Em São Luís, detento tira foto dentro de cela e publica em rede social








Mesmo após revistas, celular utilizado não foi encontrado até o momento.
Em menos de dois meses, 350 celulares foram encontrados em presídios.




Do G1 MA com informações da TV Mirante

Mesmo após revistas, celular utilizado não foi encontrado até o momento.
Em menos de dois meses, 350 celulares foram encontrados em presídios.


Fotos feitas dentro de uma cela do Centro de Detenção de Pedrinhas (Cadet) foram publicadas na página de um detento em uma rede social. A Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) está investigando o caso, mas afirma que hoje já está bloqueado o funcionamento de celulares no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Nas 'postagens', o preso publicaram fotografias e mensagens que acabaram compartilhadas e comentadas por algumas pessoas. O próprio titular da Sejap, Sebastião Uchôa, disse que as fotos foram tiradas de dentro de uma das celas da unidade prisional, através de um telefone celular. No entanto, o aparelho não foi localizado até o momento.


Caso já está sendo investigado pela Sejap (Foto: Reprodução/TV Mirante)

“Fizemos várias revistas na cela dele, sem que soubesse, e não o encontramos. Mas achamos uma quantidade imensa de celulares que tem sido rotina. Agora, a Força Nacional está dando apoio nas revistas. Ontem, mesmo, fizemos no CDP [Centro de Detenção Provisória]”, disse Uchôa.

Em menos de dois meses, 350 celulares foam encontrados presídios da capital maranhense.

Veja a íntegra da matéria no vídeo acima.

Fonte : g1 imirante

MA recebe R$ 4 milhões para combate a dengue

O ministro da saúde, Alexandre Padilha, chega amanhã no Maranhão para anunciar investimentos. Hoje, no diário oficial da união, já foi publicado repasse para combater a dengue.

Mais de quatro milhões de reais vão ser liberados para o estado do Maranhão.

A Portaria que foi baixada nesta quarta-feira (20) considera a necessidade de intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue antes de seu período sazonal com a realização de ações de combate ao vetor.

De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica, dezoito municípios estão em estado de alerta no Maranhão estes apresentaram infestação acima de 1%.

Barra do Corda, Rosário, Açailândia apresentam mais de 2% de índice de infestação.

Doze municípios estão com alta incidência de casos em 2013, entre eles os principais são: São Pedro dos Crentes, Igarapé do Meio, Feira Nova do Maranhão.

A maior taxa de óbitos do ano foi registrada em São Luís onde quatro pessoas morreram.



MA Açailândia 298.670,04

MA Afonso Cunha 14.353,02

MA Água Doce do Maranhão 25.274,01

MA Alcântara 58.244,54

MA Aldeias Altas 38.414,16

MA Altamira do Maranhão 26.473,97

MA Alto Alegre do Maranhão 53.030,81

MA Alto Alegre do Pindaré 69.598,22

MA Alto Parnaíba 35.674,16

MA Amapá do Maranhão 18.536,64

MA Amarante do Maranhão 86.182,08

MA Anajatuba 58.428,68

MA Anapurus 23.777,21

MA Apicum-Açu 37.098,18

MA Araguanã 36.436,68

MA Araioses 86.874,44

MA Arame 69.424,70

MA Arari 62.363,84

MA Axixá 29.589,12

MA Bacabal 4 0.115,7 4

MA Bacabeira 34.191,47

MA Bacuri 40.707,00

MA Bacurituba 14.758,98

MA Balsas 165.843,57

MA Barão de Grajaú 39.499,49

MA Barra do Corda 226.312,38

MA Barreirinhas 79.666,62

MA Bela Vista do Maranhão 29.490,77

MA Belágua 15.581,99

MA Benedito Leite 16.468,44

MA Bequimão 45.560,09

MA Bernardo do Mearim 17.637,77

MA Boa Vista do Gurupi 20.449,32

MA Bom Jardim 84.680,85

MA Bom Jesus das Selvas 63.625,20

MA Bom Lugar 35.163,96

MA Brejo 54.466,31

MA Brejo de Areia 15.449,61

MA Buriti 46.649,01

MA Buriti Bravo 53.027,82

MA Buriticupu 134.314,62

MA Buritirana 35.932,68

MA Cachoeira Grande 25.391,16

MA Cajapió 20.459,70

MA Cajari 41.427,54

MA Campestre do Maranhão 30.493,14

MA Cândido Mendes 45.606,35

MA Cantanhede 60.761,94

MA Capinzal do Norte 26.418,96

MA Carolina 72.619,88

MA Carutapera 63.881,34

MA Caxias 301.102,38

MA Cedral 25.756,23

MA Central do Maranhão 21.463,70

MA Centro do Guilherme 28.812,78

MA Centro Novo do Maranhão 49.987,04

MA Chapadinha 133.099,05

MA Cidelândia 32.591,12

MA Codó 346.774,02

MA Coelho Neto 74.061,83

MA Colinas 96.480,86

MA Conceição do Lago-Açu 49.545,03

MA Coroatá 188.289,68

MA Cururupu 78.368,22

MA Davinópolis 30.043,04

MA Dom Pedro 43.416,83

MA Duque Bacelar 29.862,65

MA Esperantinópolis 48.736,44

MA Estreito 116.955,83

MA Feira Nova do Maranhão 24.644,63

MA Fernando Falcão 24.251,76

MA Formosa da Serra Negra 45.801,18

MA Fortaleza dos Nogueiras 30.935,52

MA Fortuna 37.897,34

MA Godofredo Viana 29.495,12

MA Gonçalves Dias 33.423,18

MA Governador Archer 25.152,41

MA Governador Edison Lobão 37.710,14

MA Governador Eugênio Barros 30.855,27

MA Governador Luiz Rocha 14.215,10

MA Governador Newton Bello 2 8.360,11

MA Governador Nunes Freire 69.225,12

MA Graça Aranha 11.715,72

MA Grajaú 161.852,82

MA Guimarães 31.847,07

MA Humberto de Campos 66.941,28

MA Icatu 54.939,24

MA Igarapé do Meio 30.856,20

MA Igarapé Grande 21.505,53

MA Imperatriz 650.394,78

MA Itaipava do Grajaú 39.953,34

MA Itapecuru Mirim 187.704,47

MA Itinga do Maranhão 59.848,02

MA Jatobá 26.236,68

MA Jenipapo dos Vieiras 44.961,90

MA João Lisboa 53.869,53

MA Joselândia 35.876,19

MA Junco do Maranhão 14.721,48

MA Lago da Pedra 129.074,28

MA Lago do Junco 26.691,30

MA Lago dos Rodrigues 23.747,64

MA Lago Verde 38.754,32

MA Lagoa do Mato 21.025,86

MA Lagoa Grande do Maranhão 23.814,39

MA Lajeado Novo 13.536,90

MA Lima Campos 27.948,20

MA Loreto 34.085,30

MA Luís Domingues 18.624,24

MA Magalhães de Almeida 49.068,72

MA Maracaçumé 43.872,77

MA Marajá do Sena 16.631,24

MA Maranhãozinho 33.659,49

MA Mata Roma 40.975,13

MA Matinha 51.441,44

MA Matões 44.187,44

MA Matões do Norte 34.099,41

MA Milagres do Maranhão 17.240,25

MA Mirador 6 9 . 11 0 , 6 4

MA Miranda do Norte 72.906,87

MA Mirinzal 33.427,14

MA Monção 69.401,84

MA Montes Altos 32.657,58

MA Morros 52.783,85

MA Nina Rodrigues 23.961,09

MA Nova Colinas 15.586,74

MA Nova Iorque 14.756,40

MA Nova Olinda do Maranhão 46.438,59

MA Olho d'Água das Cunhãs 41.833,19

MA Olinda Nova do Maranhão 31.981,71

MA Paço do Lumiar 298.127,04

MA Palmeirândia 42.196,89

MA Paraibano 44.931,63

MA Parnarama 46.180,37

MA Passagem Franca 30.657,24

MA Pastos Bons 35.168,18

MA Paulino Neves 26.534,19

MA Paulo Ramos 35.554,68

MA Pedreiras 11 4 . 0 1 6 , 2 0

MA Pedro do Rosário 53.665,77

MA Penalva 68.572,37

MA Peri Mirim 32.467,32

MA Peritoró 65.487,35

MA Pindaré-Mirim 75.196,14

MA Pinheiro 216.025,49

MA Pio XII 53.340,69

MA Pirapemas 39.749,76

MA Poção de Pedras 60.497,82

MA Porto Franco 42.365,27

MA Porto Rico do Maranhão 17.384,46

MA Presidente Dutra 131.772,06

MA Presidente Juscelino 22.663,76

MA Presidente Médici 18.500,46

MA Presidente Sarney 39.681,21

MA Presidente Vargas 26.879,82

MA Primeira Cruz 43.689,30

MA Raposa 85.394,22

MA Riachão 5 0 . 2 6 5 , 11

MA Ribamar Fiquene 20.176,34

MA Rosário 86.069,16

MA Sambaíba 19.516,07

MA Santa Filomena do Maranhão 15.938,60

MA Santa Helena 76.878,18

MA Santa Inês 149.986,32

MA Santa Luzia 187.721,42

MA Santa Luzia do Paruá 61.867,83

MA Santa Quitéria do Maranhão 48.658,43

MA Santa Rita 73.450,58

MA Santana do Maranhão 22.737,60

MA Santo Amaro do Maranhão 28.827,83

MA Santo Antônio dos Lopes 33.221,48

MA São Benedito do Rio Preto 33.694,26

MA São Bento 89.142,84

MA São Bernardo 43.093,55

MA São Domingos do Azeitão 19.498,35

MA São Domingos do Maranhão 64.183,25

MA São Félix de Balsas 17.828,78

MA São Francisco do Brejão 29.462,76

MA São Francisco do Maranhão 30.223,29

MA São João Batista 44.225,10

MA São João do Carú 35.767,65

MA São João do Paraíso 26.723,66

MA São João do Soter 42.521,22

MA São João dos Patos 70.366,79

MA São José de Ribamar 503.259,36

MA São José dos Basílios 16.295,22

MA São Luís 2.959.877,70

MA São Luís Gonzaga do Maranhão 33.100,05

MA São Mateus do Maranhão 75.691,32

MA São Pedro da Água 29.224,14

MA São Pedro dos Crentes 10.943,13

MA São Raimundo das Mangabeiras 46.027,80

MA São Raimundo do Doca Bezerra 18.463,61

MA São Roberto 20.793,92

MA São Vicente Ferrer 46.439,93

MA Satubinha 28.495,44

MA Senador Alexandre Costa 26.017,13

MA Senador La Rocque 33.512,82

MA Serrano do Maranhão 26.081,88

MA Sítio Novo 38.923,23

MA Sucupira do Norte 25.908,59

MA Sucupira do Riachão 13.497,15

MA Tasso Fragoso 24.250,43

MA Ti m b i r a s 83.776,43

MA Ti m o n 225.995,46

MA Trizidela do Vale 48.829,17

MA Tu f i l â n d i a 22.761,75

MA Tu n t u m 76.055,22

MA Tu r i a ç u 80.383,74

MA Tu r i l â n d i a 51.122,84

MA Tu t ó i a 43.929,1

MA Urbano Santos 40.778,28

MA Vargem Grande 143.329,86

MA Vi a n a 137.709,39

MA Vila Nova dos Martírios 29.331,32

MA Vitória do Mearim 75.156,15

MA Vitorino Freire 75.386,58

MA Zé Doca 11 6 . 4 9
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