Já defendemos a tese de que Roseana Sarney não deixaria o governo assumindo o risco de perder uma eleição indireta na assembleia, risco esse que é real, já que por várias vezes durante esse mandato a assembleia, digo a base aliada , já se rebelou contra o palácio dos Leões.
Numa situação de desgaste natural , depois de mais de 40 anos no poder, os aliados vendo o vento ventar em outra direção se assanham todo, e não perderiam a oportunidade de desapear o grupo que está no poder e entrar para a História, ainda que seja sob o signo da traição.
A governadora, por outro lado já percebeu a possibilidade de ser deixada na mão e reluta em sair do governo, adia a renúncia.
A possibilidade do candidato do governo, luís Fernando disputar a eleição no comando dos Leões assusta a oposição, no meu entender o que deveria assustar a candidatura do pc do b é o candidato Luís Fernando ter um candidato ao senado competitivo como companheiro de chapa,no nível da atual governadora, Roseana Sarney.
É sabido que a candidatura ao senado potencializa o candidato ao governo, hoje a candidatura de Luís Fernando está em fogo morto ,dentre outros motivos porque não tem um candidato ao senado com potencial de voto, o que a Roseana Sarney tem.
A máquina do governo vem sendo usada a vontade em prol da candidatura de Luís Fernando a mais de um ano, exatamente porque sabem que desta vez a máquina não poderá ser usada como das outras vezes em favor do governo as vésperas de eleição, afinal já temos exemplos de mandatos caçado por uso da máquina, ou suposto uso .
Aqueles que defendem que a governadora não pode ficar sem mandato por conta de uma necessidade absurda de imunidade, lembro que a mesma poderá ter fórum privilegiado estando em vários outros cargos, inclusive, ministra. Portanto a questão principal não é imunidade, antes seria manter o poder no senado, o que garante força dentro do PMDB e diante do governo Federal.
Mas diante da possibilidade de perder o controle da máquina Leonina é possível que a governadora se mantenha no governo até o final. Nesse caso Luís Fernando perde por um lado e ganha por outro, perde um candidata ao senado competitiva, mas fica com a máquina do governo trabalhando a seu favor com toda força.
Além do que se a governadora optar por ficar no cargo aumenta a margem de negociação do governo com partidos como o PSDB, PPS, E até PSB E PDT. . Não podemos perder de vista que a indefinição de Dino em escolher o candidato ao Senado tem aberto feridas, que sangram a cada dia, sem parar
A oposição por seu turno ,poderá correr com mais folga pela raia do senado, mas terá uma máquina de fazer votos contra si.
Boas vindas e boa leitura é o que desejamos a todos que acessarem este blog, aqui trataremos de temas variados, mas de interesse público e do público: direitos humanos, educação, cultura, segurança pública, política etc.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Nonnato Masson: um jornalista inesquecivel
http://www.blogsoestado.com/buzar/2014/02/23/nonnato-masson-um-jornalista-inesquecivel/
Nesta sexta-feira, 28 de fevereiro de 1924, há noventa anos, nascia na praia da Mamuna, no município de Icatu, uma criança que recebeu o nome de Raimundo Nonnato, o qual, tempos depois, o Maranhão e o Brasil passariam a conhecer por Nonnato Masson, sobrenome de origem controversa. Alguns dizem ser homenagem ao repórter-fotográfico da revista O Cruzeiro, Jean Mazon; outros atribuem à simpatia pela maçonaria. Os dois ss eram usados para disfarçar.
Criado pelos avós, que lhe deram boa formação moral e educacional, fez o primário no colégio Sotero dos Reis, onde a professora Zila Paes descobriu a sua vocação para a escrita. Seus textos eram aproveitados no jornalzinho e no teatrinho da escola.
O ginásio cursou no Liceu Maranhense. Quando não estava em sala de aula, aprendeu a tocar violino, telegrafia e tipografia. O primeiro emprego foi na Tipografia Teixeira, depois no cinema Eden, como operador.
Para ganhar uma profissão definida, matriculou-se na Escola de Aprendizes Artífices, depois transformada em Escola Técnica Federal do Maranhão. Nessa época, o cine Rex, no bairro do João Paulo, oferecia o seu palco para quem gostava da arte cênica. Ali se apresentou como ator e autor de pequenas peças e constitui um grupo teatral que fez sucesso nos bairros da cidade.
Como o teatro não lhe dava nenhum rendimento, procurou emprego em jornal. Foi parar no Correio da Tarde, onde o poeta Fernando Viana, dono da situação, aprovou um texto de sua lavra e lhe garantiu um lugar na redação. Depois foi levado pelo próprio Fernando Viana para o jornal O Combate. Deste, transferiu-se para A Pacotilha, dirigido por Miécio Jorge, graças a um concurso de reportagem em que tirou o primeiro lugar com a matéria “Fila para os mortos”. As excelentes reportagens publicadas em A Pacotilha chamaram a atenção do jornalista Pires de Saboia, vindo do Ceará para pilotar O Imparcial, que o convocou para com ele trabalhar.
Com a instalação, em 1950, do Jornal do Povo em São Luis, montado pelo governador Ademar Barros para instrumentalizar o Partido Social Progressista, Nonnato recebeu convite de Neiva Moreira para fazer parte da equipe redacional. No Jornal do Povo não se deu bem e retornou aos quadros dos Diários Associados, onde chefiou a redação de A Pacotilha, mas sem deixar de produzir reportagens e textos teatrais, veiculadas pelas emissoras Timbira e Ribamar.
Em 1956, São Luís recebe a visita da condessa Pereira Carneiro, proprietária do Jornal do Brasil. Masson entrevista-a e ela encanta-se com a sua matéria. Ela convida-o a trabalhar no matutino carioca. Topou a parada e no JB atuou como repórter, pauteiro, editor do Caderno B e correspondente em Brasília até a sua inauguração. Como repórter, fez parte da equipe que cobriu a participação do Brasil na Copa do Mundo, em que se sagrou como campeão na Suécia, bi-campeão no Chile e tri-campeão no México. Também prestou serviços na revista Fatos e Fotos, onde publicou a reportagem “Aventura Sangrenta do Cangaço”, que lhe valeu o Prêmio Esso de Reportagem, em 1961.
Em maio de 1976 casou com a maranhense, de Anajatuba, Maria Elenir, com quem teve cinco filhos. Como desejava que os filhos nascessem em São Luis, retornou às origens, depois de uma bem-sucedida trajetória na imprensa carioca, época em que por ela passaram os maiores ícones do jornalismo brasileiro.
Na volta às plagas maranhenses, em 1977, como o correspondente do Jornal do Brasil em São Luis, o conheci pessoalmente. À época, eu escrevia a coluna política Roda Viva, em O Imparcial. Procurou-me para saber sobre uma crise política deflagrada no governo de João Castelo. Depois dessa conversa, os nossos encontros passaram a ser rotineiros e a amizade entre nós consolidou-se de modo firme e irreversível. Ao aposentar-se do Jornal do Brasil, mostrava-se disposto a abandonar definitivamente a imprensa. Aos poucos, consegui demovê-lo desse propósito e voltou a escrever crônicas no Caderno PH e, a convite de Antônio Carlos Lima, no “Hoje é Dia de”, em o Estado do Maranhão.
Com a morte do médico e membro da Academia Maranhense de Letras, Salomão Fiquene, com o aval de Jomar Moraes, eu, PH e Antônio Carlos Lima fizemos um movimento para levá-lo à Casa de Antônio Lobo. Quebramos a sua resistência e a 24 de janeiro de 1986 ele tomou posse. Seu ingresso na vida acadêmica resultou na preparação de dois livros de crônicas – Inês é morta e Corpo de moça, publicados pelo Sioge.
Por nunca haver exercido atividade na vida pública, recebeu convite de Joaquim Itapary para dirigir o Museu de Artes Gráficas da Secretaria da Cultura. No governo de João Alberto, eu, no exercício do cargo de Secretário da Cultura, o indiquei para integrar o Conselho de Cultura do Estado do Maranhão. Mas o coroamento da vida profissional de Masson deu-se quando José Sarney, na Presidência da República, o nomeou chefe da sucursal da Empresa Brasileira de Notícias.
Com a extinção da EBN, seus problemas de saúde, sobretudo o diabetes, começaram a perturbá-lo, fazendo-o afastar-se de tudo e de todos. A perda parcial da visão e uma fratura do fêmur o impediram de movimentar-se e de ler e escrever. Para tentar recuperar a sua saúde, eu e Jomar conseguimos, pela ação de José Sarney, interná-lo no Hospital Sara, mas como tinha fobia a hospital, abandonou o tratamento e dali fugiu.
Na noite de um sábado, 7 de março de 1998, o filho Elenato telefona-me para avisar que o pai fora internado no Socorrão. No dia seguinte, enquanto eu e Jomar tentávamos transferi-lo para o Hospital Universitário, somos informados de que ele não resistira à gravidade de uma implacável insuficiência respiratória.
Naquele domingo, aos 74 anos, Nonnato Masson cumpria o que havia solenemente proclamado no dia de sua posse na Academia Maranhense de Letras: “Vim para São Luis para morar, viver e até morrer”.
Nesta sexta-feira, 28 de fevereiro de 1924, há noventa anos, nascia na praia da Mamuna, no município de Icatu, uma criança que recebeu o nome de Raimundo Nonnato, o qual, tempos depois, o Maranhão e o Brasil passariam a conhecer por Nonnato Masson, sobrenome de origem controversa. Alguns dizem ser homenagem ao repórter-fotográfico da revista O Cruzeiro, Jean Mazon; outros atribuem à simpatia pela maçonaria. Os dois ss eram usados para disfarçar.
Criado pelos avós, que lhe deram boa formação moral e educacional, fez o primário no colégio Sotero dos Reis, onde a professora Zila Paes descobriu a sua vocação para a escrita. Seus textos eram aproveitados no jornalzinho e no teatrinho da escola.
O ginásio cursou no Liceu Maranhense. Quando não estava em sala de aula, aprendeu a tocar violino, telegrafia e tipografia. O primeiro emprego foi na Tipografia Teixeira, depois no cinema Eden, como operador.
Para ganhar uma profissão definida, matriculou-se na Escola de Aprendizes Artífices, depois transformada em Escola Técnica Federal do Maranhão. Nessa época, o cine Rex, no bairro do João Paulo, oferecia o seu palco para quem gostava da arte cênica. Ali se apresentou como ator e autor de pequenas peças e constitui um grupo teatral que fez sucesso nos bairros da cidade.
Como o teatro não lhe dava nenhum rendimento, procurou emprego em jornal. Foi parar no Correio da Tarde, onde o poeta Fernando Viana, dono da situação, aprovou um texto de sua lavra e lhe garantiu um lugar na redação. Depois foi levado pelo próprio Fernando Viana para o jornal O Combate. Deste, transferiu-se para A Pacotilha, dirigido por Miécio Jorge, graças a um concurso de reportagem em que tirou o primeiro lugar com a matéria “Fila para os mortos”. As excelentes reportagens publicadas em A Pacotilha chamaram a atenção do jornalista Pires de Saboia, vindo do Ceará para pilotar O Imparcial, que o convocou para com ele trabalhar.
Com a instalação, em 1950, do Jornal do Povo em São Luis, montado pelo governador Ademar Barros para instrumentalizar o Partido Social Progressista, Nonnato recebeu convite de Neiva Moreira para fazer parte da equipe redacional. No Jornal do Povo não se deu bem e retornou aos quadros dos Diários Associados, onde chefiou a redação de A Pacotilha, mas sem deixar de produzir reportagens e textos teatrais, veiculadas pelas emissoras Timbira e Ribamar.
Em 1956, São Luís recebe a visita da condessa Pereira Carneiro, proprietária do Jornal do Brasil. Masson entrevista-a e ela encanta-se com a sua matéria. Ela convida-o a trabalhar no matutino carioca. Topou a parada e no JB atuou como repórter, pauteiro, editor do Caderno B e correspondente em Brasília até a sua inauguração. Como repórter, fez parte da equipe que cobriu a participação do Brasil na Copa do Mundo, em que se sagrou como campeão na Suécia, bi-campeão no Chile e tri-campeão no México. Também prestou serviços na revista Fatos e Fotos, onde publicou a reportagem “Aventura Sangrenta do Cangaço”, que lhe valeu o Prêmio Esso de Reportagem, em 1961.
Em maio de 1976 casou com a maranhense, de Anajatuba, Maria Elenir, com quem teve cinco filhos. Como desejava que os filhos nascessem em São Luis, retornou às origens, depois de uma bem-sucedida trajetória na imprensa carioca, época em que por ela passaram os maiores ícones do jornalismo brasileiro.
Na volta às plagas maranhenses, em 1977, como o correspondente do Jornal do Brasil em São Luis, o conheci pessoalmente. À época, eu escrevia a coluna política Roda Viva, em O Imparcial. Procurou-me para saber sobre uma crise política deflagrada no governo de João Castelo. Depois dessa conversa, os nossos encontros passaram a ser rotineiros e a amizade entre nós consolidou-se de modo firme e irreversível. Ao aposentar-se do Jornal do Brasil, mostrava-se disposto a abandonar definitivamente a imprensa. Aos poucos, consegui demovê-lo desse propósito e voltou a escrever crônicas no Caderno PH e, a convite de Antônio Carlos Lima, no “Hoje é Dia de”, em o Estado do Maranhão.
Com a morte do médico e membro da Academia Maranhense de Letras, Salomão Fiquene, com o aval de Jomar Moraes, eu, PH e Antônio Carlos Lima fizemos um movimento para levá-lo à Casa de Antônio Lobo. Quebramos a sua resistência e a 24 de janeiro de 1986 ele tomou posse. Seu ingresso na vida acadêmica resultou na preparação de dois livros de crônicas – Inês é morta e Corpo de moça, publicados pelo Sioge.
Por nunca haver exercido atividade na vida pública, recebeu convite de Joaquim Itapary para dirigir o Museu de Artes Gráficas da Secretaria da Cultura. No governo de João Alberto, eu, no exercício do cargo de Secretário da Cultura, o indiquei para integrar o Conselho de Cultura do Estado do Maranhão. Mas o coroamento da vida profissional de Masson deu-se quando José Sarney, na Presidência da República, o nomeou chefe da sucursal da Empresa Brasileira de Notícias.
Com a extinção da EBN, seus problemas de saúde, sobretudo o diabetes, começaram a perturbá-lo, fazendo-o afastar-se de tudo e de todos. A perda parcial da visão e uma fratura do fêmur o impediram de movimentar-se e de ler e escrever. Para tentar recuperar a sua saúde, eu e Jomar conseguimos, pela ação de José Sarney, interná-lo no Hospital Sara, mas como tinha fobia a hospital, abandonou o tratamento e dali fugiu.
Na noite de um sábado, 7 de março de 1998, o filho Elenato telefona-me para avisar que o pai fora internado no Socorrão. No dia seguinte, enquanto eu e Jomar tentávamos transferi-lo para o Hospital Universitário, somos informados de que ele não resistira à gravidade de uma implacável insuficiência respiratória.
Naquele domingo, aos 74 anos, Nonnato Masson cumpria o que havia solenemente proclamado no dia de sua posse na Academia Maranhense de Letras: “Vim para São Luis para morar, viver e até morrer”.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
A impiedosa especulação imobiliária
São Luís até pouco tempo era uma cidade tipicamente provinciana , com muito verde, e casarões com quintais, hoje passa por um processo de urbanização que prioriza a verticalização de suas construções, a especulação imobiliária avança a passos largos e vai transformando a cidade em uma selva de pedras , a expressão selva de pedras se ajusta perfeitamente ao momento que São Luís vive hoje.
A violência toma conta da cidade e concentra bolsões de pobreza, com intensas favelização, a concentração de renda aumenta e mostra a sua face.
Em um contraste absurdo em relação a casas que se localizam em cima de mangues, se é que se pode chamar de casa , as palafitas que ficam em cima dos mangues e embaixo das pontes, despontam as mansões a beira do mar e apartamentos de $ 5.0000.000..00. os empresários do ramo imobiliário impiedosos tratam de se apropriar de toda área verde em São Luís para transformar em moradias verticalizadas.
A cidade é carente de áreas publicas verdes, parques ambientais, reservas etc. No entanto no coração da velha São Luís ainda existem esses espaços naturais, paraísos verdes, que poderiam ser transformados em espaços públicos, se adquiridos pelo poder público, no entanto a administração de são Luís só olha para o próprio umbigo, para eleições estaduais e para financiamento de campanha.
Enquanto isso a especulação imobiliária joga pesada para adquirir as áreas verdes que ainda existem em São Luís. Entre o bairro anil e aurora ´existe uma área dessas, próxima a um trecho do Rio anil, ali concentra-se uma área repleta de vegetação natural, juçarais, jaqueiras, palmeiras, mangueiras , que poderiam muito bem se transformar em espaços de lazer para o público
´
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Juiz ironiza na web demora do CNJ em aprovar volta dele ao trabalho
Ele se diz inconformado por receber R$ 22 mil sem trabalhar desde 2011.
'Falta juiz, e eu olhando para o teto', afirma; CNJ não vai se manifestar.
Em outra postagem, juiz faz referência ao tempo que
'Falta juiz, e eu olhando para o teto', afirma; CNJ não vai se manifestar.
CNJ em aprovar volta dele ao trabalho
Ele se diz inconformado por receber R$ 22 mil sem trabalhar desde 2011.
'Falta juiz, e eu olhando para o teto', afirma; CNJ não vai se manifestar.
Raquel Morais
Do G1 DF
792 comentários
Post do juiz federal Marcelo Antônio Cesca em rede social em que 'protesta' contra demora do CNJ em aprovar retorno dele ao trabalho (Foto: Reprodução)Afastado do cargo desde novembro de 2011 após sofrer um surto psicótico, um juiz federal de Brasília postou fotos em uma rede social ironizando a demora do Conselho Nacional de Justiça para analisar o pedido dele para voltar ao trabalho. Nas imagens, Marcelo Antônio Cesca, de 33 anos, aparece na praia, com a namorada.
“Eu agradeço ao Conselho Nacional de Justiça por estar há 2 anos e 3 meses recebendo salário integral sem trabalhar, por ter 106 dias de férias mais 60 dias pra tirar a partir de 23/03/14, e por comemorar e bebemorar tudo isso numa quinta-feira à tarde ao lado de minha amada gata de 19 anos! Longa vida ao CNJ e à Loman [Lei Orgânica da Magistratura Nacional]!”, escreveu na legenda de uma delas.
Em outra postagem, juiz faz referência ao tempo que
está sem trabalhar e, com ironia, diz que "não é fácil
viver no Brasil' (Foto: Reprodução)Em entrevista ao G1, o magistrado disse que o surto ocorreu depois que um médico dobrou a dose de antidepressivo que ele tomava na época, devido a um tratamento contra estresse pós-traumático. O CNJ então abriu um processo administrativo para avaliar se ele tinha capacidade de voltar a atuar, disse.
Cesca afirma que passou por três psiquiatras e que, em maio de 2013, foi considerado apto a retomar suas atividades. Ainda assim, nove meses depois, o caso ainda não foi analisado pelo CNJ. O G1 procurou o conselho, que disse que não vai se pronunciar a respeito.
O juiz, que atuava na 2ª Vara Federal e recebe salário de R$ 22 mil, se diz indignado com a situação. “Isso é um absurdo e me afeta por vários motivos. Primeiro, não posso legalmente exercer outra profissão. Segundo, sem trabalhar, minha saúde piora, porque afeta minha autoestima. Terceiro, não posso me promover na carreira. Quarto, falta juiz, sobram processos e eu aqui olhando para o teto”, disse.
Cesca diz se considerar muito novo para estar parado e afirma que quer voltar a trabalhar. "É tudo o que eu quero." Ele foi nomeado para o cargo em maio de 2006, no Paraná.
O PMDB e o pesadelo de Dilma
Há duas semanas, o PMDB se transformou no maior pesadelo da presidente Dilma Rousseff. O principal partido aliado iniciou uma rebelião e criou um impasse na reforma ministerial.
Pelo cronograma inicial do Palácio do Planalto, a essa altura do campeonato, a mudança no primeiro escalão já deveria estar bem encaminhada. Mas Dilma resistiu dar mais uma pasta ao PMDB. O problema é que, neste momento, muitos peemedebistas acreditam que a oferta de um sexto ministério já não resolveria o atrito com o Planalto.
Ao longo dessas duas semanas, a queda de braço entre Dilma e o PMDB já deixou muitas sequelas. Tanto que vários diretórios regionais da legenda já iniciam uma aproximação com o pré-candidato tucano à presidência, o senador Aécio Neves. Interlocutores da presidente Dilma avaliam que o PMDB não terá coragem de cumprir a ameaça, já que tem na chapa o vice-presidente, Michel Temer.
Mas no núcleo do PT, a palavra de ordem é cautela. Tanto que o ex-presidente Lula já foi acionado para apagar o incêndio. Isso porque a principal preocupação da cúpula petista é garantir a manutenção do PMDB na aliança da candidatura de Dilma à reeleição.
http://g1.globo.com/platb/blog-do-camarotti/
Pelo cronograma inicial do Palácio do Planalto, a essa altura do campeonato, a mudança no primeiro escalão já deveria estar bem encaminhada. Mas Dilma resistiu dar mais uma pasta ao PMDB. O problema é que, neste momento, muitos peemedebistas acreditam que a oferta de um sexto ministério já não resolveria o atrito com o Planalto.
Ao longo dessas duas semanas, a queda de braço entre Dilma e o PMDB já deixou muitas sequelas. Tanto que vários diretórios regionais da legenda já iniciam uma aproximação com o pré-candidato tucano à presidência, o senador Aécio Neves. Interlocutores da presidente Dilma avaliam que o PMDB não terá coragem de cumprir a ameaça, já que tem na chapa o vice-presidente, Michel Temer.
Mas no núcleo do PT, a palavra de ordem é cautela. Tanto que o ex-presidente Lula já foi acionado para apagar o incêndio. Isso porque a principal preocupação da cúpula petista é garantir a manutenção do PMDB na aliança da candidatura de Dilma à reeleição.
http://g1.globo.com/platb/blog-do-camarotti/
Manifestnte, bandido e terrorista
Manifestante é manifestante, bandido é bandido e
terrorista é terrorista. O legislador e a polícia estão confusos (alguns por
ignorância, outros por má-fé) e não estão sabendo distinguir o joio do trigo.
Manifestante legítimo, que está descontente com sua situação salarial ou com a
brutal desigualdade aqui implantada ou com sua crise de governabilidade do país,
que não lhe oferece serviço público de qualidade (educação, saúde, transportes
etc.), não é bandido, porque ele não faz uso da violência, não sai por aí
quebrando bens públicos ou privados, não usa máscara e não recebe nenhum
dinheiro para jogar no time do “quanto pior melhor”. O manifestante tem direito
e liberdade de criticar, de se reunir, de protestar, ainda que isso cause certa
“desordem pública” (no trânsito, nas vias públicas). O projeto que criminaliza
genericamente a desordem pública é mais reacionário que a legislação da ditadura
militar e aniquila todas as liberdades duramente conquistadas pelo povo.
Bandido é outra categoria, é o que sai mascarado
quebrando tudo que vê pela frente, é o que não respeita nem coisas nem pessoas,
é o que ganha para promover a quebradeira geral, é o que criminosamente dispara
rojões para matar pessoas. Os bandidos são contra a democracia, não querem
dialogar e usam a violência como meio de protesto. Devem ser reprimidos, não há
dúvida, mas para isso não necessitamos de novas leis penais, o que sempre dá
ensejo ao charlatanismo dos legisladores oportunistas, que vivem em busca de
gente tola que acreditem neles nesse terreno do “combate” (falacioso) à
criminalidade e à violência.
Bandidos comuns, como os que mataram o jornalista
Santiago, não têm nada a ver com o terrorismo, que exige não só uma estrutura
organizacional sofisticada como uma motivação ou finalidade especial (política,
separatista, racista, religiosa, filosófica etc.). Todo terrorista é um
homem/mulher-bomba (real ou potencial), mas nem todo homem/mulher-bomba ou que
solta bomba é um terrorista.
O legislador brasileiro, que já enganou todo
mundo várias vezes com suas leis penais vigaristas (inócuas preventivamente),
que nunca diminuíram a criminalidade, se esquece que “pode-se enganar a todos
por algum tempo; pode-se enganar alguns por todo o tempo; mas não se pode
enganar a todos o tempo todo” (Abraham Lincoln).
De 1940 a 2013 o legislador aprovou 150 novas
leis penais, sendo 72% mais severas. Essa política pública está errada, porque
não reduz o crime. Todo mundo viu e filmou o rojão que matou Santiago, menos a
polícia, que não tem treino para agir preventivamente. Espera-se a morte chegar
para depois reagir. O grande erro é não termos políticas públicas de prevenção
do delito, tal como fazem os países de capitalismo evoluído e distributivo
(Dinamarca, Canadá, Japão, Coreia do Sul etc.), fundado na
educação de qualidade
para todos, na ética e no conhecimento científico.
http://institutoavantebrasil.com.br/manifestante-bandido-e-terrorista/
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Uma enxurrada de oportunismos
No carnaval do ano passado a prefeitura de São Luís não apoiou o carnaval de passarelas, o choro foi grande, a justificativa naquele momento, era de que o prefeito João Castelo deixara uma herança maldita.
Diante da repercussão negativa, daquele momento,os aliados do secretário Chico Gonçalves buscaram aliados no rádio e nas redes sociais para tal decisão, o fundamento principal era que o investimento feito no carnaval poderia ser feito em outros setores, como educação, saúde etc, esse mesmo segmento tratou de desqualificar os lideres de escolas e blocos com o argumento de que eram uma trupe que vivia a usurpar o dinheiro público, a pretexto de fazer cultura, o álibi foi comprado por muitos.
Um ano depois a desculpa da herança maldita continua, mas dessa vez a prefeitura vai bancar as brincadeiras e a passarela do samba, http://www.oimparcial.com.br/app/noticia/impar/2014/02/14/interna_impar,151614/prefeitura-garante-apoio-de-r-360-mil-as-escolas-de-samba-para-o-carnaval-2014. Com valores bem maiores que em outros carnavais, desta vez os ideólogos da gestão municipal não recrutarão ouvintes de rádio AM para discutir a necessidade de financiar passarela e brincadeiras de carnaval, tampouco internautas, agora é legítimo e necessário financiar o carnaval, agora é ano de eleição, a gestão municipal interfere diretamente no resultado das eleições estaduais, é ano de oportunismo redobrado.
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