sábado, 18 de outubro de 2014

O pacto pela vida e o sistema penitenciário

O pacto pela vida,  programa  a ser    adotado pelo governo eleito   e  que  em muitos aspectos    se assemelha     ao programa de segurança cidadã , impantado no governo Jackson   Lago  gerou uma  grande discussão acerca do sistema penitenciário.  Essa discussão  envoveu  alguns protagonistas  do    sistema penitenciário Maranhense nos últimos tempos.  Maurício  Miguel , ativista social provocou a discussão que envolveu entre outros  O juiz de execução penal  Fernando Mendonça,  Sérgio Tamer, sebastiãao  uchoa.  O ponto alto das discussões  quando o    Sérgio Tamer apresentou números irreais de sua administração e foi questionadopor  maurício o seguinte
Mauricio Miguel 1. Qual foi o período de sua gestão?
2. Qual era a sua relação com a atual diretoria do sindicato?
3. Quantos processos administrativos você mandou instaurar contra servidores bandidos?
4. Quantos servidores foram qualificados na sua época dentro de uma escola de gestão penitenciaria?
5. Quantos presídios você construiu na sua gestão ?
6. Você sabe dizer o mês e ano que o PCM anunciou a sua existência em Pedrinhas?
7. O que vc fez para evitar as facções?
8. Quantas rebeliões ocorreram na sua gestão?
9. O que você faria para enfrentar as facções hoje?
10. O que você faria para reestruturar o sistema?
11. Seus críticos dizem que você teve problemas com desvio financeiro na Secretaria de Direitos Humanos e na SEJAP o que você tem a dizer?
   Também vale destaque  o       resumo  da gestão de  uchoa  feito por  Fernando Mendonça, abaixo  segue o debate
 
Governador Flávio Dino e o Pacto Pela Vida
A política de segurança pública cidadã ou a nomenclatura que o sr utilizou de Pacto pela Vida . não pode ser tratada apenas como medidas de vigilância e repressiva, mas como um sistema integrado e otimizado envolvendo instrumento de prevenção, cidadania ativa com discussões e participação efetiva com os segmentos da sociedade e os agentes envolvidos no processo, defesa dos direitos, saúde e social.
O processo de segurança públi...
Ver mais
— com Luis Gonzaga O. Melo e outras 99 pessoas.
  • Clésio Muniz Foi exatamente esse querido Mauricio Miguel o PROGRAMA DE SEGURANÇA CIDADÃ que iniciamos, no Governo do Doutor Jackson Lago, dirigido com absoluta lucidez e competência pela Doutora EURIDICE VIDIGAL. E ousamos, ainda, alguns bons acréscimos. Sofremos todas as pressões políticas de adversários inescrupulosos e mesmo de interesses contrariados internos. Hoje vejo (e ouço) a mídia contraria dar a mão à palmatória. O que mais intensamente dói é observarmos que o problema maior é simples falta de gestão, até porque recursos financeiros não tem faltado. Quem implantou o GGI (Gabinete de Gestão Integrada) fomos nós e este seu amigo foi o primeiro Diretor. Doutor Jackson não deixou sua função de Governador - como faz a Governadora Roseana - para dirigir o GGI. Ele sempre teve o bom senso de saber que "o sapateiro não vai além das tamancas". Não é assim Edson Vidigal? Por outro lado, é preciso coragem para administrar o pessoal do sistema, principalmente, o prisional, sem esquecer que "quem mora na aldeia é que conhece os índios"!
  • Any Mary Veloso Só os médicos sabem dar o diagnósticos dos Pacientes e receitar os medicamentos certo, somente o Padeiro sabe a quantidade de trigo que tem que utilizar para fazer o Pão, ou seja somente quem conhece bem esses Problemas pode encontrar uma Solução
  • Any Mary Veloso não simplifiquei Mauricio Miguel apenas quis dizer quem conhece bem o problema é que poder resolver de verdade não ficar só na teoria ,mais ir para pratica mesmo
  • Any Mary Veloso Como Sr. Clésio Muniz é Preciso ter coragem mesmo e muita Atitude pois não é fácil mesmo tem que ter muita sabedoria
  • Aldacir Ericeira O Maranhão necessita urgentemente de investimentos na segurança pública, do modelo gerencial ao aparelhamento dos órgãos de repressão ao crime, investimentos na polícia de inteligência para prevenção dos crimes. Precisamos investir no combate ao tráfico de drogas e políticas de inclusão social. Este pacto pela vida só será efetivada com o compromisso das autoridades em assumir suas dificuldades, implantar um novo modelo de gestão pública e com pessoas comprometidas e técnicas, desta forma a sociedade se sentirá honrada pelo governo e participará ativamente de todos os debates.
  • Any Mary Veloso Você tem toda razão Aldacir Ericeira concordo com tudo que você comentou do jeito que esta não dar para continuar a Péssima administração do sistema Prisional tem refletido na População causando Terror!!
  • Luis Gonzaga O. Melo O que está faltando é coragem de se enfrentar a crise. Antes do cidadão assumir uma.pasta.tão importante, como o.da.segurança pública ou do sistema penitenciário pregam" fórmulas milagrosas" de se resolver os problemas. Uma vez investido no cargo, passam a "pisar em casca de ovos" , pois o salário passa a.ser mais importante do.que algumas medidas que possa desagradar algum aliado político. Portanto, ou vc põe um técnico competente , ou o amigo político vai trabalhar para agradar os amigos do rei.
  • Diana Serra Como bem falou amigo Mauricio Miguel, segurança vai além da sua publicidade, começa no interior de cada lar ou casa, envolve a situação psico emocional e financeira de cada cidadão, que irá refletir na educação dos seus filhos. Se o patamar principal da segurança é a educação, a complexidade do assunto nos leva a refletir o por que de tanta insegurança. Realmente acordos políticos só vão aglutinar pensamentos e comportamentos, faz mister um estudo aprofundado mas não aquele que permanece apenas no papel para enganar nas suas teorias, mas sim um estudo prático buscando a solução do problema. Investir na educação de base é o primeiro passo e pode ser feito sim a curto prazo só precisa de pessoas que tenham interesse para fazê-lo funcionar. Na atual conjuntura há a necessidade de medidas repressivas, como se dar um analgésico para passar a dor e em seguida buscar a sua causa. Encerro aqui, pois esse é um assunto extenso que não pode ser saboreado em poucas palavras.
  • Diana Serra Acompanhei o Programa Segurança Cidadã, poderia ter sido colocado em prática, contudo, os próprios gestores o dificultaram ( não adianta culpar apenas os adversários), quem vivencia a segurança pública sabe do que falo, os antigos protagonistas voltaram com alguns novos atores, resta saber se o pensamento e comportamento mudaram!
  • Euridice Nobrega Vidigal Foram necessários 6 anos de ação do programa de segurança pública chamado Pacto pela Vida, em Pernambuco - de 2007 a 2013 - para que o número de homicídios caísse em 39% e o de roubos e furtos em 30%, Mauricio Miguel.

    É fato,Maurício Miguel, que mudam os nomes,mas não o trato da questão da política pública de segurança,tanto no Pacto pela Vida, qto na Segurança Cidadã ou nas UPPs, no Rio de Janeiro.

    E para saber um pouco mais sobre COMO se FAZ esta política pública,sugiro a leitura de Todo Dia É Segunda-Feira, do policial federal Mariano Beltrame, que resolveu contar em linguagem despretensiosa a sua experiência à frente da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.
  • Aldacir Ericeira Diana Serra gostei de tudo que falaste, mas quero enfatizar " Na atual conjuntura há a necessidade de medidas repressivas, como se dar um analgésico para passar a dor e em seguida buscar a sua causa".
  • Carolina Morat Concordo Diana Serra você falou com propriedade: na atual conjuntura há a necessidade de medidas repressivas, como dar um analgésico para passar a dor e em seguida buscar a sua causa. Bravo!!
  • Sonia Rodrigues Em cotejo a todas as opiniões aqui postadas, percebo que a pauta de segurança pública esta em voga, porém nāo podemos esquecer que o Estado do Maranhāo acaba de ser liberto de um processo repressor de quase 53 anos e acho que todos nós temos ideias no sentido de colaborar mas a questāo nāo é tāo simples como parece. O maranhāo nunca ocupou-se com a pauta de segurança pública que envolve também a politica de emplementaçāo de medidas ressocializadoras, o que veio a eclodir com a situaçāo da penitenciária de Pedrinhas. Dizer que recursos nāo faltaram é no mínimo questionável, pois se nāo faltou aonde foram aplicadas tais verbas? Nāo temos fórnulas mágicas para resolvermos o problema da noite para o dia. É preciso que o novo governo assuma o poder e abra pautas de debates sobre o tema junto aos capacitados para a gestāo de segurança pública. É sabido que muitos serāo removidos, mas nāo creio que Flavio Dino venha a operar uma espécie de "caça as bruxas", é claro que os que de fato apresentarem propostas de soluções plausíveis e possíveis deverāo permanecer, logo o esmêro de conhecimentos aqui apresentados será levado em conta, porém a teoria nem sempre reflete a prática e a retórica sempre estará acompanhada da boa dialética. Assim sugiro que aguarde-se a posse e ato continuo que se iniciem os conclaves. Ainda nāo vi nenhuma politica de segurança pública funcionar sem um prévio mapeamento e reconhecimento de terreno regional. Se falarmos por antecipaçāo correremos o risco de queimar a largada.
  • Aldacir Ericeira Só não concordo com a idéia de aguardar posse de Flávio Dino para se debater os novos rumos na gestão da segurança pública, enquanto sociedade.
  • Aldacir Ericeira Digamos os rumos que prentendemos com a nova gestão e suas políticas.
  • Tânia Vidigal Excelente comentário, Dr. Clésio Muniz! Nos resgatou, de forma lúcida e real, todo um trabalho planejado e organizado para a redução da violência e promoção da Vida. Trabalho que foi colocado em prática sim, porém interrompido de forma abrupta o que impossibilitou o seu salutar desenvolvimento.
  • Sonia Rodrigues Aldacir Ericeira, podemos falar o que agora? Temos inúmeras teorias e conhecimento de causa, isto é fato. Mas falaremos ao extinto governo? Nāo seria melhor organizarmos uma prévia para que na primeira oportunidade seja apresentada ao governador. E outra Flavio Dino nāo é Jackson Lago, ele nāo só tomara posse como também exercerá seguro todo o seu mandato. Fiquei muito triste com a perda de Jackson Lago.
  • Aldacir Ericeira Esta semana fiquei perplexo com um depoimento de um ex presidiário que busca a cura do mundo das drogas numa comunidade evangélica de ressocialização. Comunidade esta que necessita de incentivos do poder público, da sociedade e da classe empresarial, que funciona com alguns problemas de infraestrutura estrutura e de pessoal técnico qualificado, mas de grande abundância de força de vontade de seus pastores cuidadores. Então, o ex presidiário não discorreu de toda sua ficha criminal, mas observasse que tratava de uma pessoa de grande periculosidade a sociedade, que hoje busca sair das drogas e da criminalidade que se disse membro de uma facção que atua nos presídios. Em seus argumentos ele tentava justificar o porque dos ataques e da violência implantada em Pedrinhas. Várias questões ele pode apontar: Primeiro o detento por questões de sobrevivência tem que escolhera uma facção. As condições são sub humanas, disse que a alimentacão é feita por próprios detentos, com alimentos estragados: aves que morrem no transporte, algumas já em decomposição e mal cheiro, o arroz é posto um produto que incha 3 vezes mais, os colchões não chegam a penitenciária, e outros desvios e descasos com a população carcerária, sem falar na falta de infra eatrutura adequada para trilhagem de presos provisório e condenados e deficiência do judiciário em suas pautas para julgamentos de ações. ENTÃO COLEGAS A PAUTA DO SISTEMA CARCERÁRIO NÃO SÓ NO MARANHÃO DEVE SER PRIORIDADE PARA O BRASIL. POIS SEGUNDO O DEPOENTE QUEM NÃO É BANDIDO TEM QUE APRENDER A SER EM PEDRINHAS, Ė QUESTÃO DE SOBREVIVÊNCIA. E TUDO REFLETE ALÉM DOS PORTÕES DE PEDRINHAS PARA SUSTENTAR O TRÁFICO E PARA CHAMAR ATENÇÃO DAS AUTORIDADES. MAS PARA RESOLVER ESTE PROBLEMA TEMOS QUE TER PESSOAS QUALIFICADAS NA GESTÃO E A MPLA PARTICIPAÇÃO SOCIAL.
  • Tânia Vidigal Euridice Vidigal, muito oportuna a sua observação qdo nos diz que mudam os nomes mas não a forma de tratar a política pública sobre segurança.
    Milagres não acontecem. É preciso buscar pessoas que conheçam sobre o tema e sobre esse novo formato, bem como tempo, coragem, estudos, participação popular por meio dos espaços políticos de discussão, articulação com as demais políticas como saúde, educação, trabalho e renda e muito mais para vislumbrarmos um futuro promissor para a nossa sociedade e especialmente para as nossas crianças e nossos jovens das áreas ditas vulneráveis.
    Realmente o espaço aqui é muito limitado para análises e discussões sobre um tema tão complexo. O importante é que uma nova visão e uma nova prática já vêem sendo desenvolvidas e que possamos nos inteirar, avaliar e cobrar ,como cidadãos, o que de fato venha contribuir para o desenvolvimento de um Estado com segurança e, consequentemente, voltado para o bem comum.
    Assim, vou fazer a leitura do livro que vc sugere e buscar ,cada vez mais,conhecer e exercer de forma equilibrada essa difícil arte de ser cidadã.
  • Sonia Rodrigues Aldacir Ericeira esse problema é real nāo só no Maranhāo mas em todo o Brasil. Por conhecer pedrinhas sei que é um caos total. Aqui no Rio de janeiro também nāo há apoio as politicas de combate ao vício de drogas. Há um processo de descriminalizaçāo das drogas o qual apoio por ter trabalhado em centros de recuperaçāo de dependentes quimicos e ter pleno conhecimento dos efeitos que causam as drogas. Logo, um exponente potencial de pessoas que sāo tachados como 'bandidos" na verdade sāo viciados. Há uma grande confusāo entre o que trafica e o usuário vitima da droga. As Igrejas nāo só as evangélicas como também a católica na pessoa dos componentes da ordem franciscana e beneditina sofrem represálias governamentais absurdas. Esta pauta é importante ver e rever.
  • Nonnato Masson A política de segurança pública não pode ser tratada como se fosse uma "guerra aos pobres", numa política em que cada morador de um bairro da periferia da cidade é tratado como eventual suspeito! A política que se reduz ao pensamento de "termos nas ruas heróis policiais na defesa dos cidadãos da sociedade contra os bandidos não-cidadãos" é ridícula. O papel do policial (como agente de segurança pública que é) não é de ser um herói em relação aos delitos violentos, seu papel é de prender (militar) e investigar (civil) aquele que, ao ser comprovada culpa, deverá ser punido e posteriormente inserido na sociedade (entregue à política de administração penitenciária). O incremento da violência em Pedrinhas (inclusive com a presença da polícia militar e força nacional) gerou (e vem gerando) mais violência, o que comprova que não deve ser este o rumo! A politica de "combate às drogas" que também se traduz em "guerra aos pobres" precisa ser revista. Há um verdadeiro extermínio da juventude negra em curso! A juventude da cidade está sendo assassinada seja por agentes públicos, seja numa "guerra" entre si, é uma situação complexa que precisa ser enfrentada compreendendo os motivos dessas "guerras" e se dispondo a mediá-las. Muitas vezes nada tem a ver com tráfico de drogas e são "alimentados" por quem lucra com um tráfico de armas. Nunca é demais lembrar que "Violência gera violência e gentileza gera gentileza" e o Estado não deve ser violento!! Ao contrário deve construir políticas sociais e formas de mediação de conflitos que desmantelem esse modelo.
  • Valéria Sotão Concordo com Nonnato Masson... E sobre o status, concordo em parte, mas sou a favor da desmilitarização da polícia.
  • Luis Gonzaga O. Melo Dra Diana Serra, quem se habilita a aplicar esse "analgésico"?
  • Moisés Castro A Segurança Pública existe para defender a propriedade privada, isso sim. A defesa da vida fica para segundo plano.
  • Coelho De Moraes Acredito que o viés ainda é o da Educação. Mas não apenas a educação fornecida pelo estado, mas a construção de cidadãos independentes. Não haverá independência sem que o cidadão tenha dinheiro. Não o dinheiro para as necessidades básicas. isso deve ser fornecido pelo estado, através dos impostos. Alimentação Moradia Saúde Educação são necessidades básicas, garantidas na constituição. Dessas, saúde e educação vêm através dos impostos (falta moradia e alimentação). Observando esse Teatrafarmacon, acredito, a criminalidade diminuirá, facilitando o trabalho de Policias decentes.
  • Valéria Sotão Espero que o Flávio Dino leia esse status. Repressão policial não dá em nada. Precisamos humanizar nosso sistema prisional urgentemente e de preferência sem terceirizações de tropas, treinar e educar policiais locais para a função.
  • Denise Silveira O processo de estruturação da política de segurança pública no Brasil, exige rupturas, mudanças de modelos, sistematização de ações pontuais combinadas a programas consistentes e duradouros, sobretudo, na valorização do ser humano sob todos os aspectos, levando em consideração os contextos sociais de cada cidadão.
  • Luis Carlos Dias Acho que Flávio Dino como Juiz Federal, deve entender muito bem das leis..!
  • Denise Silveira Vale atentar para o que diz Luís Carlos Valois, Juiz da Vara de Execuções Penais no Amazonas, doutorando em Criminologia pela USP e membro da Associação de Juízes para a Democracia e da LEAP-Low Enforcement against Proibition (Agentes da Lei contra a proibição das drogas).
    Valois relata que segundo a Corte Interamericana de Direitos Humanos o sistema carcerário do Brasil é considerado um dos mais brutais no mundo. E o que mais cresce (!!).
    A superlotação dos presídios brasileiros, segundo esse juiz, chegou a um ponto em que, em lugares como o Estado do Espírito Santo, contêineres chegam a ser utilizados como celas. Outro dado estarrecedor: mais de 1/3 da população carcerária tem HIV.
    E aos que, a exemplo de quem pede "redução da maioridade penal", pregam a pena de morte como "solução" para a criminalidade, uma notícia: já existe pena de morte no Brasil.
    No fim do ano passado em Genebra, na Suíça, os países do Conselho de Direitos Humanos da ONU pediram que o Brasil acabe com as execuções extrajudiciais cometidas pela Polícia Militar.
    Os relatórios da ONU sobre execuções sumárias no país chamam atenção para as taxas "alarmantes" de violência policial. Veja só o adjetivo, leitor: "alarmante". Isso porque a pena de morte extraoficial é "carne de vaca", no país.
    Todo aquele que infringe a lei, sobretudo se for pobre e negro, sabe que a chance de ser executado pela polícia, se for pego, é enorme. Sem julgamento, sem juiz e sem júri. Contudo, bandidos como os que entopem nossas prisões não têm medo de morrer.
    Eduardo Guimarães
  • Nilson Ericeira Todos sabemos que os problemas sociais no Maranhão apenas vieram à tona, mas foram produzidos por fatores que ajudaram a enraizar a violência, não somente a que assistimos, mas a que todos somos vítimas.
    Qualquer política que se queira estabelecer deverá ter como parâmetro a vida, direito indisponível. Quando se trabalha como aspecto primeiro a vida, estamos estendendo a todos os aspectos sociais que levam a garantia de direitos.
    Aprecio a forma dialogada com a sociedade sobre a construção e elaboração de políticas, mas entendo que há situações tão graves que a sociedade não entende e muito menos aguenta esperar.
    Espero, enquanto cidadão arariense e maranhense, que todos possamos contribuir com um novo momento, uma nova escrita, uma nova história. Existem pessoas capacitadas, bem intencionadas e honestas. A educação, na minha modéstia opinião, é o primeiro passo para a construção de uma sociedade que desejamos livre. (Nilson Ericeira)
  • Auridenes Matos Matos EDUCAÇÃO TEM QUE SER PRIORIDADE!!!!!!!!!!!!!!!!
  • Auridenes Matos Matos EDUCAÇÃO DE TEMPO INTEGRAL!!!!!!!!!!!
  • Sergio Victor Tamer Meu amigo Mauricio Miguel, não adiantam boas ideias se a gestão não for eficiente para efetivá-las. Em 2011 quando assumi a SEJAP nem sede tinhamos para trabalhar. A média anual de assassinatos no sistema era de 33 mortes/ano. Em dois anos de trabalho reduzimos em 90% os assassinatos; abrimos mil vagas no Estado; recuperamos todas as unidades; reduzimos em 20% o quantitativo de presos provisorios e não se ouvia falar em facções. Organização, respeito e disciplina eram as palavras de ordem. O custo medio mensal de cada preso era de 2 mil reais, abaixo da media nacional. Toda gestão precisa ser avaliada pelos resultados que apresenta. O resto é desculpa e conversa fiada para tentar encobrir números vergonhosos que extrapolaram todas as mais pessimistas expectativas. Em outras palavras: uma tragédia!
  • Mauricio Miguel Colega Sergio Victor Tamer para esclarecermos neste momento de mudança e transição a sociedade gostaria que você respondesse as questões abaixo.
  • Mauricio Miguel 1. Qual foi o período de sua gestão?
    2. Qual era a sua relação com a atual diretoria do sindicato?
    3. Quantos processos administrativos você mandou instaurar contra servidores bandidos?
    4. Quantos servidores foram qualificados na sua época dentro de uma escola de gestão penitenciaria?
    5. Quantos presídios você construiu na sua gestão ?
    6. Você sabe dizer o mês e ano que o PCM anunciou a sua existência em Pedrinhas?
    7. O que vc fez para evitar as facções?
    8. Quantas rebeliões ocorreram na sua gestão?
    9. O que você faria para enfrentar as facções hoje?
    10. O que você faria para reestruturar o sistema?
    11. Seus críticos dizem que você teve problemas com desvio financeiro na Secretaria de Direitos Humanos e na SEJAP o que você tem a dizer?
  • Sergio Victor Tamer Leia com atenção os números apresentados. Eles respondem a todas essas indagações. Uma gestão é avaliada pelos números apresentados. E não se chega a resultados tão favoráveis sem enfrentar - e vencer - toda sorte de problemas. Meus críticos, que sempre conspiraram contra mim, foram desmentidos pelos fatos...
  • Fernando Mendonça Mauricio, amigas e amigos,
    Pinçando os valiosos comentários postados, vê-se que: dói a falta de gestão (Clésio Muniz). A Corte Interamericana de DH tem no sistema carcerário do Brasil um dos mais brutais do mundo. Em 2013, em Genebra, a ONU pediu que o Brasil acabe com as mortes atribuídas à Polícia Militar, chamando a atenção para as taxas "alarmantes" de violência policial. (Denise Silveira arrimando-se em Luís Carlos Valois). Um ex-presidiário falando sobre Pedrinhas diz: 1) o preso escolhe uma facção por sobrevivência; 2) a cadeia é sub-humana; 3) Os alimentos chegam estragados; usam aves em decomposição, mortas durante o transporte; é usado um produto no arroz que incha 3 vezes mais; 4) os colchões não chegam pro preso e outros desvios os prejudicam; 4) Falta infraestrutura para a triagem de presos provisório e condenado; 5) Morosidade em julgar as ações. 6) A pauta do sistema é prioridade para o Brasil, pois em Pedrinhas quem não é bandido tem de aprender a ser, e tudo reflete além dos portões para sustentar o tráfico e para chamar a atenção das autoridades. Para resolver esse problema temos que ter pessoas qualificadas na gestão e ampla participação social. (Aldacir Ericeira, João Batista Ericeira)
    Uma solução alternativa existe à situação atual, por exemplo, é o programa experimentado no Governo do Dr. Jackson Lago pela Dra. Euridice Nobrega Vidigal, de enfrentamento da questão da violência e da criminalidade (segurança cidadão), que foi interrompido, mas agora está sendo testada com êxito em Pernambuco (pacto Pela Vida) onde um Gabinete de Gestão Integrada mobiliza todos os protagonistas (Clésio Muniz e Euridice Vidigal)
    A conclusão é de que a política de segurança cidadã (Pacto pela Vida, a Segurança com Cidadania ou a UPP) é um sistema integrado de prevenção, cidadania ativa, participação de todos os agentes, defesa de direitos e de políticas públicas, que se inicia com a prevenção e finda com reparação do dano, ou seja, com o tratamento de causas e a reinclusão social do autor do ilícito. Exige valorização e capacitação das polícias (Mauricio Miguel); abolição da ideia de “guerra aos pobres”, foco no combate às atividades que lucram com tráfico de armas (e drogas), construção de políticas sociais e formas de mediação de conflito (Nonnato Nonnato Masson);
    Com esse apanhado eu ressalto alguns pontos:
    A teoria de maior resultado positivo oferecido ao mundo tem sido a da segurança cidadã estimulada pela ONU, pensada e trabalhada para e em países em desenvolvimento como a Colômbia. A Dra. Euridice Vidigal sabe que eu fui um dos maiores incentivadores dessa experiência na época, mas expus a ela os meus desacordos. Pelo que conversarmos recentemente hoje ela também tem essa mesma compreensão. O primeiro desacordo foi sobre a extinção da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, porque desde o século XIX os estudiosos entendem que “quem prende não deve cuidar do preso”. Hoje eu lutaria ferrenhamente contra essa ideia, mas não o fiz por causa da amiga Euridice. O segundo ponto foi sobre o Gabinete de Gestão Integrada, pois na minha cabeça (e eu disse isso ao Dr. Jackson Lago) a Coordenação do processo de implantação desse modelo devia ficar sob a regência dele, por envolver várias secretarias de estado, que não se aceitaria ser coordenados por outro secretario e muito menos por um servidor de segundo escalão, com todo respeito, ainda que fosse o mais qualificado como o amigo Clésio Muniz. O programa “Pacto Pela Vida” deu certo em Pernambuco e está bem na Bahia porque o Governador pessoalmente coordena e tem reuniões periódicas com todos os secretários e poderes e exigindo a prestação de contas dos resultados.
    e não o técnico deu no que deu. Má gestão, descaso e uso da máquina.
  • Fernando Mendonça Uma questão bastante clara agora é a de que hoje no Brasil a questão carcerário imbricou com a segurança pública. Esse entrelaçamento exige maior atenção de todos porque não podemos mais ser simplistas e nem prestidigitadores com o manuseio de números.
    O depoimento do ex-presidiário foi ótimo Aldacir Ericeira pois revela que um ex-detento sabe mais do que a maioria que trabalha ou trabalhou no sistema prisional. E ele faz um alerta, nas entrelinhas: cuidado, o sistema prisional está criando uma monstruosidade! Vocês vão se arrepender se não fizerem algo para mudar!
    Aliás, a falta de conhecimento e preparo para ocupar cargos no sistema carcerário foi fatal para se chegar aonde se chegou. Usar o político e não o técnico deu no que deu. Má gestão, descaso e uso da máquina.
    Duas coisas a pioraram o sistema prisional maranhense: a concentração de presos na capital, a falta de investimentos em abertura de novas vagas e na gestão carcerária. A concentração de presos e a falta de vagas permitiu a superlotação, enquanto a má gestão impediu o uso de rotinas carcerárias técnicas e impessoais. Prevalecia o sistema de concessões e acordos com as lideranças truculentas para acalmar e auferir os privilégios da troca. Todos saiam ganhando algo ilícito!
    Os negócios escusos de maus servidores ajudou a desacreditar o sistema ao longo de anos. Os mesmos colaboraram para o surgimento das facções, seja com tais negócios ou com todo tipo de abuso aos direitos humanos. Em 2010 as facções proclamaram os seus estatutos. Sem corregedoria atuante a impunidade desses servidores impedia qualquer fator de mudança.
    Os desvios no sistema são históricos em relação aos investimentos em construções, reformas, asseio, conservação, alimentos, recursos do FUNPEN para trabalho interno de presos – um ralo sem fim. O sistema carcerário sempre foi um antro de corrupção e caixa 2 para companha e, sem desmerecer os que fizeram algo contra a tal prática, o único que vi enfrentar essa situação pra valer foi o anterior secretário que ameaçou prender um corrupto e foi demitido no dia seguinte, e o atual que demitiu mais de um.
    Desde 92 eu acompanho o sistema e a todos a quem tinha contato eu alertava sobre essa realidade e o que haveria se nada fosse feito, olhando o exemplo de São Paulo. Alertei a todos, excluindo apenas uma administração comandada por um gestor indigno.
  • Fernando Mendonça A atual crise começou no dia 09 de novembro de 2010 com a morte 17 presos, alguns por decapitação, sendo em janeiro de 2011 criada a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária pela qual tanto lutamos, e logo em fevereiro mais mortes e decapitações em Pinheiro por ordem de Pedrinhas.
    Só após nova rebelião com mais decapitações em Pedrinhas, no dia 17 de dezembro de 2013, o governo saiu da letargia em que vivia desde 2010 (apenas para se ter uma data de referência próxima) e produziu algum resultado que sintetizo assim; Escola de Formação e Treinamento – criação da Escola de Gestão (32 cursos para agentes penitenciários e para diretores prisionais, com capacitação de 1.200 servidores); Gestão Recursos Humanos – contratação de 101 novos agentes penitenciários; Construção de Vagas – até novembro, a instalação do presídio modelo SLZ3 e de mais dois presídios (Coroatá e Imperatriz, este em construção desde 2008); Implantação de rotinas de presídio federal no São Luis 3; Ampliação do Núcleo de Monitoramento de Egresso para dez equipes hoje fiscalizando mais de mil presos domiciliares por mês; criação da Cental de Monitoramento do Uso de Tornozeleiras; a implantação de duas salas para audiência por videoconferência; a criação do Centro de Triagem; o fortalecimento da Corregedoria (77 PADs instaurados) e da Ouvidoria; a reforma da CADET e o seu papel de não permitir membros de facções; a criação do Núcleo de Ineteligência Penitenciária; a ampliação das Unidades Prisionais de Balsas e Açailândia a serem entregues este mês; a criação do NASP - Núleo de Assistência Psicossocial para os Servidores. Não tenho procuração do Dr. Uchoa, mas eu reconheço que a herança que recebeu foi terrível e por tudo que fez o reputo o como o que mais contribuiu para a melhoria do sistema, até onde conheço, porque promoveu mudanças estruturantes. Tivemos alguns desacordos. Ressalto dois: ele desejava a a cogestão do sistema mas repensou corajosamente e mudou, e as críticas indevidas a Douglas De Melo Martins que ele soube recuar. Em linhas gerais estas são as minhas contribuições para essa discussão.
  • Mauricio Miguel Fernando Mendonça, acho que seu comentário realmente reflete oque ocorre no sistema, na minha opinião fruto de uma má gestão que aparelhou a máquina criando um engrenagem de ineficiência e corrupção.Será que não perceberam o aumento crescente das facções tanto dentro do sistema como nas ruas?Por que durante gestões passadas tivemos contratos de fornecimentos, principalmente de alimentos, com dispensa de licitações e estes contratos sempre aditivados?E a Sonortec?A violência policial que acontece nas ruas continua dentro dos presídios ainda com umaindústria de extorsão por quem deveria gerenciar o sistema.
  • Mauricio Miguel Gostaria de ourvir a opinião de colegas que conhecem mais a fundo a questão como Douglas De Melo MartinsDenise Silveira Gervásio Protásio Santos e Luis Gonzaga O. Melo
  • Mauricio Miguel Acho que os probelmas que você enfrenta no Amazonas não diferem muito dos nossos Luís Carlos Valois
  • Fernando Mendonça Mauricio parabéns por proporcionar essa discussão em torno da segurança cidadã
  • Mauricio Miguel lembro até que uma época Detentos do Presídio São Luís penduraram vários ratos mortos no corredor das celas para protestar a desestruturação do sistema prisional
  • Mauricio Miguel Fernando Mendonça apesar de não ser jurista, apenas um estudioso das mazelas sociais e da segurança cidadã, ela sem sombra de dúvida minimizaria estas malezas que a sociedade maranhense vive
  • Sonia Rodrigues Olhem só o que esse( me perdoem o palavreado) ANIMAL disse: http://youtu.be/Yq6tOEp5bXs
    De forma exaltada, Bolsonaro disse, em entrevista a...
    youtube.com
  • Mauricio Miguel Entende-se a Segurança Cidadã como um modelo que tem por finalidade
    expandir o processo de articulação de todas as forças da sociedade e formas de
    governo no combate à criminalidade. De tal modo, cada representante dessas
    diferentes forças seria co-responsável por planejar e controlar as operações em
    cada âmbito que se deseja intervir, observando as características locais, bem
    como desenvolver técnicas de prevenção, mediação, negociação e investigação
    de conflitos sociais e de crimes.
  • Domingues Leandro Da C. Mendez A EDUCAÇÃO, é o pilar de tudo na terra.
  • Mauricio Miguel e o combate a corrupção de quem deve administrar o bem público Domingues Leandro Da C. Mendez
  • Domingues Leandro Da C. Mendez UM povo pautado na ignorância Mauricio Miguel, fácil, ser enrolado, escravizado, alienado, veja a nossa nação, onde a EDUCAÇÃO E LEVADO A SERIO, todos os problemas são apaziguados pela educação e o saber faz a diferença, amigo. NENHUMA NAÇÃO DA TERRA RESOLVEU SEUS PROBLEMAS, na ignorancia.
  • Glauber J Brito Brito Mauricio, no blog socializandonoticiaseideias que eu edito o sistema penitenciário é o tema principal. Durante muitos anos sofri represálias terríveis por isso, Fui um dos primeiros a trazer a público o drama do sistema penitenciario, juntamente com Pedrosa em seu blog.Gostaria de trazer o ano de 2005 como referência do inicio do combate as mazelas que corroiam o sistema penitenciário, ano que se enfrentou pela primeira vez os maus servidores e um sindicato conivente, na gesão de Sávio Dino , tendo Uchoa como adjunto. Os mesmos sofreram represálias terriveis
  • Mauricio Miguel Poste os links aqui Glauber J Brito Brito, seria também interessante que Pedrosa partiicpace deste debate
  • Mauricio Miguel queria também ouvir alguns parlamentares neste debate como Graça PazDomingos Dutra II Eliziane Gama Simplicio Araújo Raimundo Cutrim, ou será que esta discussão não cabe ao parlamento também?
  • Mauricio Miguel e também meu novo amigo e especialista na área Ricardo Brisolla Balestreri
  • Denise Silveira De fato, não é apenas a falta de recursos o motivo principal para o problema carcerário no Brasil. A má gestão é consequência também da corrupção dentro e fora dos presídios. Nossos presídios, como disse o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo,são medievais. A sociedade vê a população carcerária, como se fosse um câncer. A sociedade pensa que está protegida com tantas pessoas presas, mas isto é um terrível engano. Quem manda em prisão, em minha opinião, é o preso. Há trabalhos dignos realizados por pessoas sérias, em relação à politica carcerária que encontram muitas barreiras em seu caminho. Ao meu ver deveria haver uma abertura maior do cárcere para que a sociedade pudesse entender melhor toda a problemática que o cerca. É necessária a criação de mecanismos externos para monitorar a situação dos presídios, como por exemplo, a formação de conselhos formados por familiares dos detentos. Vários movimentos sociais como da Pastoral Carcerária e o Centro dos Direitos Humanos e Educação Popular têm apresentado importantes propostas para a Segurança Pública e Direitos Humanos no Brasil.
  • Glauber J Brito Brito Fruto desse combate fiz denuncias a conselho estadual de direitos humanos, procuradoria geral de justiça, secretaria de segurança etc. Até hoje sofro represálias por ter participado do conselho estadual de direitos humanos e ter feito denuncias sobre mazelas internas. Sinto que outra vez , contraditoriamente em um governo que tem origens no combate a violação de direitos fundamentais, os violadores se disfarçarão mais uma vez de socializadores e cometerão as atrocidades que sempre cometeram. Já se candidatam a "gestores do sistema" Por outro lado vejo que hj os que tem coragem de defender uma política e segurança cidadã, com inclusão da sociedade na execução de políticas ressocializadoras é muito maior do que em 2005 por exemplo. O sistema penitenciário tem sim que está integrado com a segurança pública, mas não pode se tornar um órgão policial, e nem aceitar posturas policialescas. A crise do sistema não pode servir de motivo para para que essas posturas se sobreponham a políticas de recuperação do ser humano., de valorização do homem
  • Mauricio Miguel Glauber J Brito Brito minha luta é na defesa do cooperaismo social, senão vc terá sempre um ciclo de entrada saída e entrada novamente no ssitema.os número do Começar de Novo são patéticos e o programa tem resultados pífios
  • Mauricio Miguel Martha Rocha sua experiência aí no RJ poeria nos ajudar neste debate
  • Mauricio Miguel veja Tânia Vidigal que este debate deve se prolongar
  • Mauricio Miguel é isso que a corrupção e a má administração produziu
  • Clésio Muniz Em todos os pontos destacados o amigo Fernando Mendonça tem razão. No nosso tempo, evidente, foi quando fizemos uma primeira experiência. Depois o GGI ficou sob o comando do CEL. Adecio Luis Vieira que também deu sua contribuição. Não acertamos, é verdade, porém erramos menos, apesar da exiguidade dos recursos. Os sistemas integrados - hoje sabemos - ainda é a melhor forma de condução da Segurança Cidadã. Todos nós nos reciclamos, esta é a grande verdade. E, hoje, sou imensamente grato pela confiança e pelos ensinamentos práticos da Doutora Euridice Nobrega Vidigal. E a você querido amigo e irmão Mauricio Miguel posso afirmar que faria tudo de novo, só que de forma mais consciente e amadurecida. Acho que, ainda que seja de forma altruística, devemos urgentemente criar o Conselho Estadual de Segurança Pública para orientar os destinos e forma de gestão das Polícias Civil e Militar; Sistema Penitenciário e Corpo de Bombeiros.
  • Tânia Vidigal Concordo com a necessidade e a importância da continuidade deste debate que você provoca, caríssimo Mauricio Miguel.
    Excelentes as sugestões de nome que você fornece para nos auxiliar numa análise e melhor compreensão sobre essa duríssima realidade que aflige a todos nós.
    Só lamento não podermos mais contar com a riquíssima experiência de P. Victor Asselin, que tanto contribuiu e foi o grande mentor na implantação dos Conselhos de Segurança Cidadã.
  • Clésio Muniz Verdade amiga Tânia Vidigal. Victor Asselin executava na prática toda teoria, principalmente pelos esquecidos da rua.
  • Euridice Nobrega Vidigal Estive com a saúde fora do padrão: mas amanhã, penso que estarei à altura das conversas aqui realizadas. Nada melhor do que o debate para fomentar o amadurecimento de atos e pensamentos!
  • Clésio Muniz Doutora Euridice Nobrega Vidigal. Saúde e Paz, é o que todos nós desejamos a Senhora, principalmente neste momento em que os amigos que assumem os comandos da Nação e do Estado, muito precisarão dos seus ensinamentos. SAÚDE "PADRÃO FIFA" pas
  • Clésio Muniz DIGO: Saúde "PADRÃO FIFA" para a Senhora (no bom sentido, é claro.
  • Mauricio Miguel De todos nós Clésio Muniz somos um grupo em prol de uma mesma causa
  • Diana Serra Luís Gonzaga O. Melo, aplicará o analgésico aquele que tiver competência para fazer-lo, as leis são bem claras só dever ser aplicadas.
  • Denise Silveira "Justiça atrasada não é justiça, senão injustiça, qualificada e manifesta" Rui Barbosa
  • Sebastião Uchôa Meu Deus! Ainda é hora de silêncio para brevemente iniciarmos um " bom combate", pois só Ele sabe o que herdamos de um Sistema Penitenciário que não o deixamos em dezembro de 2006, cuja a palavra de ordem que realmente imperava era uma cartilha de corrupção estrutural, moral, de funcionalidade pífia e deveras comprometedoras com "outros" fins que não com a Política Pública Penitenciaria estadual propriamente dita muito presente no final de referveria de 2013. Assim, a melhor dica que posso dar é que é preciso muita cautela nas emissões de opiniões em torno do contexto, sobretudo quando não se tem um lastro de sustentabilidade moral em torno de fatos pretéritos que inegavelmente geraram os presentes. Grato aos que nos acompanharam diante das lutas travadas para reimplantarmos a Política Penitenciaria que em muito ainda precisa caminhar para que o Estado do Maranhão, possa sacramentar em defintivo a vitória do "bem sobre o mal", que tanto esteve presente durante nossa moralizadora passagem a frente da pasta. Só o tempo assim o dirá.
  • Mauricio Miguel Sebastiaão Uchôa, vc acerta quando prioritariamente fala na necessidade de moralização do sistema, combatendo a cartilha da estrutura da corrupção que se instalou e gerou os fatos que todos conhecem bem, ela é o grande entrave para um gestão eficiente.
  • Fernando Mendonça Sebastião Uchôa eu tinha obrigação moral de fazer o relato que fiz acima reconhecendo a obra que vc deu início. Conheço por dentro e por fora a engrenagem desse sistema desumano, diabólico e corrupto que historicamente os agentes estatais construíram até o estágio em que se chegou de degradação e agora de reestruturação e moralização. Se ainda estamos longe do ideal, pelo menos se sabe o caminho a trilhar. Por outro lado, Eu me dediquei nestes quase dois anos a contribuir com toda essa mudança que está a caminho e não posso aceitar as críticas levianas ao que vc fez em parceria com
     
     
    https://www.facebook.com/mauricio.miguel.9469?fref=ts

domingo, 12 de outubro de 2014

A neutralidade nas eleições para presidente da Repúlblica

O  arranjo político  feito no Maranhão  que       acabou levando a vitória  de  Flávio Dino   já trás  em   si  a  semente da contradição. E motiva as futuros    disputas internas no governo  e no  estado  .

Fiquemos   somente  em umas das contradições.  A  aliança  PSDB   X  PC do B.    O senador eleito Roberto   Rocha é  do PSDB    que é   a mais  ferrenha oposição  do  PT, partido da presidenta Dilma,  e logicamente  declara  voto  a   Aécio e ao PSDB.

 O governador  eleito  declara-se neutro , mas o seu partido  mantém-se fiel    ao governo Dilma.

 Na disputa  de poder   que  se dará  na estado nos  próximos anos , não  é difícil imaginar   que o PSDB venha   a   requerer   a hegemonia  política no estado,  e      dependendo  do resultado das eleições  para presidente da república, o PSDB de  Aécio    e FHC   estará  com chances reais de  disputar o governo do estado em 2018.

  O  grupo político  que  agora fora  apeado do poder estará em condições  de   ser o fiel da balança dessa disputa.Já  que      não será mais vidraça    e sim estilingue  ,   e  com uma estrutura gigantesca    criada em  48 anos de poder.

  Em que pese  as feridas históricas entre Roseana  Sarney e o PSDB de  Serra, as feridas  abertas  nas eleições de 2014 estarão ainda sangrando. E poderá ser elemento decisivo     numa tomada de decisão que possa favorecer   o PSDB

 A neutralidade   do governador  eleito certamente que trará efeito em  2018.  Levando-se em consideração  que no Brasil  e particularmente no Maranhão o povo vota no candidato e não no partido , o que faria   diferença na eleição    é  a declaração  de voto do governador  eleito  e não   a participação do  seu partido na campanha de  Dilma.

Aliás , no  Maranhão  o partido só elegeu algum representante  no parlamento após      a filiação  do atual governador,  Flávio  Dino. Prova inconteste  que é  ele quem tem votos no Maranhão  e não o partido.

A   neutralidade  de  Dino segue  a lógica da  tomada  de posição do  governo Federal no primeiro turno nas eleições    do  Maranhão.  Certo?  .Errado.
.
 Dilma manteve-se  neutra em relação  a disputa estadual levando em consideração que    tinham dois  partidos  da base do governo  federal disputando  o governo do  Maranhão, o  PMDB e o  PC do B.

 O  PT, partido  a qual  Dilma  é filiado posicionou-se institucionalmente ao lado do candidato adversário de Dino, o que é bem diferente   do governo federal se posicionar em favor de candidato ao governo  do estado.

O governo Federal se posicionou  em favor do candidato ao senado em  função da disputa ao senado se dar entre  PMDB, partido da base  e  PSDB  , oposição ao governo.

A neutralidade do governo Federal na disputa do  governo estadual  tem uma justificativa.

Dino  mantém-se neutro    e assim acaba favorecendo    Aécio Neves, mas   qual  a justificativa?

Marina encerra suspense e anuncia apoio a Aécio Neves

A ex-candidata, que recebeu 22 milhões de votos no primeiro turno, declara apoio após carta de compromisso do candidato tucano

 http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/marina-encerra-suspense-e-anuncia-apoio-a-aecio-neves


Na manhã deste domingo, a candidata Marina Silva (PSB), que chegou em terceiro lugar no primeiro turno das eleições presidenciais de 2014 com cerca de 20 milhões de votos, anunciou seu apoio "como cidadã" a Aécio Neves (PSDB), na disputa do segundo turno. Apesar do suspense, a decisão de Marina, declarada em entrevista coletiva realizada em São Paulo, era aguardada.
Carta enviada por Aécio Neves nesse sábado teve papel fundamental na decisão. Marina fez questão de ressaltar que interpretou a carta não como tentativa de atrair seu apoio, mas sim como "carta-compromisso endereçada ao povo brasileiro". “Aécio corretamente interpretou o que está acontecendo no Brasil nas ultimas décadas. Ele  qualificou essa busca por mudanças com novas propostas, mas se comprometei em manter as conquistas”, disse Marina após declarar seu apoio.
Na carta, Aécio se comprometeu em atribuir ao Executivo as decisões sobre remarcação de terras indígenas, que hoje estão sob a tutela do Congresso. Esse foi um dos principais pontos da carta com as exigência programáticas enviada por Marina a Aécio na última quinta-feira. O tucano também concordou em promover políticas públicas para fortalecer o país no mercado de emissões de carbono e promover a reforma política. Ela citou ainda pontos fundamentais de aproximação entre a plataforma tucana e a que ela defende, como questões macroeconômicas, educação, fim da reeleição e transformação do Bolsa Familia em direito e não em favor do estado. Ela voltou a demonstrar que os ataques da campanha petista deixaram marcas profundas.
Durante o anúncio, Marina mostrou dominar as técnicas do suspense. Ela caprichou no 'marinês' e conseguiu encaixar até uma citação ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, cujos livros a acompanharam na campanha presidencial.
O PSB, partido sexagenário que acolheu a candidatura de Marina depois da morte de seu líder Eduardo Campos, já havia declarado apoio ao candidato tucano, superando a oposição de integrantes da velha guarda partidária como Roberto Amaral. Marina lembrou ainda que seu partido, a Rede Sustentabilidade, cujo registro ainda está pendente, liberou para seus filiados o voto branco, nulo ou em Aécio Neves, excluindo apenas o apoio à presidente Dilma Rousseff (PT).
Carta de Renata Campos - Assim como aconteceu quando Marina foi alçada à cabeça de chapa da coligação liderada pelo PSB, após a morte Campos, a ex-candidata só se pronunciou publicamente após posicionamento da família do ex-governador de Pernambuco. Neste sábado, a viúva Renata Campos recebeu Aécio para almoço em sua casa no Recife. No mesmo dia, João Campos, primogênito e apontado como herdeiro político do pai, leu carta assinada por Renata em apoio ao tucano. “Daqui você vai levar a garra e a energia desse povo”, disse Renata na carta.
O documento também ressaltou a ligação política de Tancredo Neves e Miguel Arraes, avôs de Aécio e Eduardo, respectivamente. “Sei que não é a primeira vez que seu caminho cruza com o de Eduardo. Lembro que, lá trás, em momentos importantes da história, o caminho do seu avô Tancredo cruzou com o de Dr. Arraes. Sei que também eram diferentes, mas souberam se unir pelo bem do Brasil. Em vários momentos, quando era necessário, você e Eduardo sabiam sentar e dialogar, encontrar caminhos”.
Aliados do candidato tucano afirmam que ele esperou pacientemente pela resposta de Marina. A paciência foi atribuída por alguns, em tom de brincadeira, ao fato de Aécio ser mineiro.

sábado, 11 de outubro de 2014

A corrupção e as eleições 2014

 O  tema  corrupção volta com força    a mídia nacional.   Mas uma vez       com  a participação de  agentes políticos.

  O escândalo     mais uma vez foi  na Petrobras. Uma das maiores empresas  públicas  do país. Simbolicamente    a estatal já   retratou    a  soberania  Brasileira.  Os  tentáculos da corrupção  abraçaram a estatal  Brasileira        e     a sufocaram      quase  até  a morte...


O roubo,   o saque,  a  depredação foram tão grandes    que     a  polícia federal   teve que  se  manifestar,  Logo veio  à tona  que os  responsáveis  por  tudo isso     são  agentes políticos.  Com poder  de  mando  no país.

Ocorre  que        a trama toda veio  a  tona no período de eleição,  e  assim o partido que  está no governo       sutilmente  cria  a ideia  que se trata de uma     grande conspiração do   PSDB, partido de oposição  ao governo. 

O PSDB por sua vez  quando no  governo   protagonizou grandes escândalos de  corrupção,    o  que   não  lhe impede  de agora    denunciar     que  está  acontecendo no  país..



  O fato  é  que  a corrupção  que      veio  a público  agora pode    decidir  a   eleição  em favor   do  PSDB.   Lembremos     que mesmo  sendo o nosso  país  tolerante  com  a corrupção,  esta já  levou  um  governante  ao suicídio  político  e físico



domingo, 5 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014

Hoje, 5 de outubro,  é dia  de  eleição. Em tese  ,  a festa da cidadania, quando o eleitor  poderá  escolher os  seus governantes para    os  próximos 4 anos,  senador, deputados  estaduais  e federais  e   governadores. 

No Maranhão sem  sombra de dúvida o que       polariza  as   atenções    é   a candidatura  a governador, que   está polarizada entre duas candidaturas.

 Em tese, estão em jogo    a  permanência       e  a mudança  de modelos  políticos     e  econômicos  no estado.   

 O candidato Flávio  Dino ostenta  a  bandeira       da  transformação    desse modelo  e  a    sua tese tem sido bem aceita   pela  população, e  as pesquisas mostram isso. 

O candidato Lobão Filho por sua vez  também diz querer instalar um novo modelo, mas  se refere   a   modelo  de   desenvolvimento econômico, a crescimento econômico, a aumento do PIB. Muito pouco se compromete com propostas de mudanças   sociais.   e   temas  correlatos.

 D e todo modo uma coisa já vai ficando claro, a eleição   será judicializada, por um lado      ou outro, independente de quem leve  o pleito.
  

A  judicialização das eleições é ruim para  a democracia, pois      lança dúvidas sobre o  pleito eleitoral.  Pode indicar que    a  vontade popular foi burlada.

 O  questionamento jurídico  do resultado da eleição fragiliza o  executivo  que  tem maiores dificuldades  em     construir   as bases  estruturantes      necessárias para  as grandes mudanças. 

 Negociar com a base política no parlamento, por exemplo, fica bem mais difícil    quando  paira sobre      o mandato um espectro  de  impugnação.A  assembléia pode se transformar em bolsa de valores.
  
A s bases sociais  nesse caso   também requerem   muito mais  cuidado e carinho no trato, sob pena  de abandonarem   o governo eleito, o que já foi visto antes no Maranhão.

 De todo modo    a  eleição       no  Maranhão    ainda    trará grandes  debates

  

domingo, 28 de setembro de 2014

O processo eleitoral e o sistema penitenciário

 
 O Sistema penitenciário  maranhense           tem sido fundamental  no processo  eleitoral  ,  a cada notícia ruim     um ponto     a menos para o governo.  O  estado tem feito esforços sistemáticos para  recupera-lo  ,  mas       são  muitos anos de abandono  e certamente precisar-se- a de  muitos outros anos para recupera-lo  também.

Além da dificuldade   de recuperar estrutura física   , muito mais difícil  é  instalar uma outra  cultura no sistema,    a cultura do interesse público.
  O que se vê são interessasses particulares e  pessoais  se sobrepondo  ao interesse público.

O pior é constatar  que   muitos que chegam com  o discurso  de priorizar o interesse público logo  se revelam  mercadores  de interesses pessoais  , mantém o discurso  mas  as suas  práticas revelam o contrário,      e ai     aquela música de Zé Ramalho.explica bem." Tô vendo tudo, tô vendo tudo. Mas, fico calado, faz de conta que sou mudo. Um país que crianças elimina. Que não ouve o clamor dos esquecidos"

  Nos últimos dias   viu-se isso com bastante clareza .  Dois  servidores , um terceirizado  e outro    do quadro      buscando     satisfazer  interesses pessoais  jogam  na lama  o sistema penitenciário
   
O  Primeiro, diretor da CADET , foi  preso sob a  acusação  de vender fugas   e liberar  presos  o segundo   ap   diretor d ccpj de pedrinhas    foi  "produtor"  de um vídeo  dentro da cadeia  onde um preso   acusava   falsamente um candidato ao governo de participar   de    crimes  graves.

O vídeo foi divulgado e o preso      reconhecido. Depois de reconhecido  negou   as    acusações  e        acusou o diretor  de      ter prometido vantagens  para o mesmo realizar  as acusações.

  A polícia  civil e federal estão no caso  e provavelmente     trarão mais   detalhes da trama para  a sociedade,.  claramente o primeiro caso teve uma repercussão maior  que o segundo  em que  pese  serem faltas gravíssimas

o caso do vídeo  além de agredir   o  sistema   eleitoral  agride  também  a categoria  de  agente prisional,   que  fica com a imagem   prejudicada, mais uma vez. Ambos  os  servidores  eram   de  " confiança"  e   talvez resida  ai o maior problema.

Espera-se  que  as investigações respondam perguntas  que estão  no  ar,  Quem  mandou  "produzir o vídeo"?   quais as vantagens     que recebeu  o produtor do vídeo.  O vídeo  tinha o interesse de   atingir   a quem  mesmo?,  POR  QUAL MOTIVO O PRESO  MUDOU  A SUA VERSÃO?.

 O sistema   prisional Maranhense      é  o retrato do sistema prisional do Brasil, nem  melhor nem pior    e  é fruto do descaso do estado Brasileiro entrentanto ainda não  se teve notícia de interferência no  processo eleitoral em nenhum outro  lugar





terça-feira, 23 de setembro de 2014

A ASSOCIAÇÃO DE MAGISTRADOS DO MARANHÃO E O SISTEMA PENITENCIÁRIO

A  associação de magistrados do Maranhão    emitiu nota recente sobre o sistema penitenciário, onde se refere " a descoberta de    a uma rede  de corrupção    no complexo penitenciário que facilitava  a saída de presos  e o prosseguimento das mortes de presos no interior do complexo ",
  o  trecho da nota deixa clara que uma rede  de corrupção  que facilita fugas  e o prosseguimento de mortes no interior do complexo, pois bem,  que rede  é  essa?, quem  a compõe?      quais  as pessoas envolvidas?.
 Até onde o público conhece foi preso  um   diretor de unidade  corrupto, que facilitava fugas   e saídas indevidas, esse  é o  fato   público, mas onde  está  a rede?.  A associação  de magistrados deve  esclarecer tal fato.
  Não  é    demais lembrar que desde     2007    as entidades  de direitos humanos   tem denunciado mortes  e corrupção  no sistema penitenciário, inclusive com suspeitas de participação de  agentes públicos, fugas misteriosas, principalmente    do  CDP, de  assaltantes de banco, não é fato novo, novo  é     a punição  com prisão .
Também cabe lembrar que o sindicato de agentes penitenciários  sempre saiu em defesa  dos    agentes supostamente envolvidos.
 O referido   sindicato   atacava  com toda força  os integrantes do sistema de justiça  que  denunciavam   tais fatos,inclusive os defensores de direitos humanos,  quem não lembra o ano de  2005 quando  o secretário  de   justiça e administração penitenciaria  era  ´Sávio Dino,  que  tomou decisões  moralizadoras no sistema penitenciário,   e que por isso  sofreu represálias terríveis  do   sindicato.
 Este      blogueiro presenciou esse momento e sofreu represálias por  declarar voto     ao candidato a deputado  Federal  Flávio Dino.  E vem  desde então sendo perseguido sistematicamente  por esse seguimento  que   viola os direitos humanos no sistema penitenciário,  e promoveu todo tipo de barbárie,mas  agora devido ao período   eleitoral   e   provável mudança  no comando político do estado esses que  muito contribuíram  para    desmontar  o sistema  penitenciário   e   provocaram  choro e ranger de dentes   dizem que vão restaura-los   a partir de 2015, e dizem publicamente , em faculdades,  em corredores do serviço público .
Só  se Flávio  Dino    tiver mudado  muito, mas muito mesmo

 Abaixo  segue  a nota da associação dos magistrados,





NOTA PÚBLICA
A Associação dos Magistrados do Maranhão – AMMA em face dos últimos episódios ocorridos nos Complexo Penitenciário de Pedrinhas que demonstram que as providências adotadas pelo Executivo não foram suficientes para a resolução da crise que aflige o sistema penitenciário maranhense vem a público manifestar a sua preocupação com a situação, esclarecendo os seguintes pontos.
1. Os magistrados maranhenses que atuam na área criminal têm priorizado o processamento e julgamento das ações com réus presos, apesar das constantes dificuldades para a instrução dos feitos decorrentes da falta de apresentação dos detentos nos atos processuais, inviabilizando, por vezes, a sua realização.
2. A expansão do número de vagas no sistema penitenciário maranhense ocorre a passos lentos, apesar de decretado o regime de emergência com dispensa de licitação, considerando que os prazos com os quais o Executivo se comprometeu não foram cumpridos, tanto que apenas recentemente é que foram entregues as primeiras unidades, que ainda não funcionam plenamente.
3. A desorganização administrativa do sistema penitenciário, por sua vez, aprofundou-se no curso de 2014, como demonstram as constantes fugas – algumas com incrível facilidade – a descoberta de uma rede de corrupção que facilitava a saída de presos e o prosseguimento das mortes no interior do complexo, o que acabou culminando com a exoneração do então Secretário de Administração Penitenciário.
4. A AMMA reconhece a complexidade do quadro, pois após anos, o descaso com o sistema penitenciário não será resolvido do dia para noite, porém, não pode concordar com o discurso oficial do Executivo e de setores do Judiciário que, em momentos em que a crise se agrava, tentam justificá-la como resultante do excesso de preso, quando, na verdade, o que há é falta de vagas.
5. O Maranhão tem proporcionalmente a menor taxa de encarceramento do País, o que demonstra a atuação responsável dos juízes criminais, contudo, não há como resolver a inércia do Executivo em abrir novas vagas soltando presos que ainda não tenham direito à liberdade sob pena de pôr em risco a própria sociedade.
6. Finalmente, a AMMA reforça a sua convicção de que a violência nas ruas tem ligação direta com a violência dos presídios, o que demonstra a necessidade do Executivo em priorizar esse tema em prol do bem comum.
São Luís, 19 de Setembro de 2014.
JUIZ GERVÁSIO SANTOS
PRESIDENTE DA AMMA