segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Na Série D, Baraúnas e Sampaio Corrêa empatam pelas semifinais

Equipes ficaram no 1 a 1 no Estádio Nogueirão, em Mossoró. Resultado foi melhor para a equipe maranhense, que jogará em casa no próximo dia 10



Baraúnas e Sampaio Corrêa empataram por 1 a 1 no primeiro duelo pelas semifinais da Série D do Campeonato Brasileiro. Já garantidos na Série C de 2013, as equipes agora buscam o sonho do título brasileiro. A partida deste domingo foi realizada no Estádio Nogueirão, em Mossoró, que fica a 285 quilômetros de Natal.
Com este resultado, quem vencer a segunda partida estará na final da Série D. Se houver empate por 0 a 0, a vaga é do Sampaio Corrêa. Um empate por mais de dois gols classifica o Baraúnas. Caso o placar de 1 a 1 se repita, a decisão será nos pênaltis. O jogo da volta já está marcado para o dia 10 de outubro, no Estádio Castelão, em São Luís.
O jogo
Jogando em casa, com o apoio da torcida, o Baraúnas não conseguiu se impor diante do Sampaio Corrêa. Apática, a equipe mossoroense parecia respeitar muito o adversário e não esteve bem no ataque. Alheio a isto, os maranhenses passaram a atacar com perigo, com Pimentinha, Célio Codó e Cleitinho. E, em uma jogada que envolveu este trio, o Sampaio Corrêa abriu o placar aos 27 minutos, com Cleitinho.
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No intervalo, o técnico do Baraúnas, Wassil Mendes, buscou 'acordar' a sua equipe e conseguiu. O início do segundo tempo do 'Leão' foi totalmente diferente. Logo no primeiro minuto, Alvinho assusta o goleiro Rodrigo Ramos. O gol do empate só veio aos 10 minutos. Índio cobrou falta, e a bola sobrou para Maxuell, que não desperdiçou e mandou para as redes. Os donos casa tentaram a virada a todo custo, com Adalgiso Pitbull e Alvinho, mas não obteve sucesso e o empate acabou sendo justo

Tribunal russo julga recurso da banda punk Pussy Riot

G1, em São Paulo

Um tribunal de Moscou julga nesta segunda-feira (1º) recurso apresentado pelo advogado de defesa da banda punk feminina Pussy Riot. Condenadas a dois anos de prisão por terem feito um protesto contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, numa catedral de Moscou, acompanham o julgamento.
Maria Alekhina, Yekaterina Samutsevich e Nadezhda Tolokonnikova, da banda Pussy Riot, acompanham julgamento a partir de uma gaiola de vidro. (Foto: Sergey Ponomarev / AP Photo)Maria Alekhina, Yekaterina Samutsevich e Nadezhda Tolokonnikova, da banda Pussy Riot, acompanham julgamento a partir de uma gaiola de vidro. (Foto: Sergey Ponomarev / AP Photo)
Maria Alekhina, Yekaterina Samutsevich e Nadezhda Tolokonnikova ocupam uma espécie de gaiola de vidro, trancada com algemas, em uma sala do tribunal.
O caso provocou indignação no Ocidente, onde muitos acusaram Putin de perseguir qualquer forma de dissidência. Para muitos russos, no entanto, as artistas são ávidas por publicidade e não ativistas pela liberdade.
Pelo menos uma das artistas, Yekaterina Samutsevich, pode ser transferida para uma prisão distante se o recurso for rejeitado.
Putin diz que não pressionou a Justiça pela condenação, e que não irá interferir de forma alguma no processo. Mas seu primeiro-ministro, Dmitry Medvedev, manifestou-se pela libertação do trio, condenado por vandalismo motivado por ódio religioso.
As três integrantes da banda punk, que critica os laços do presidente Vladimir Putin com a Igreja Ortodoxa Russa, foram condenadas por uma corte distrital em 17 de agosto.

'Estragou minha vida', diz suspeito do assassinato de dançarina no ES

Alini foi morta a pedido de parceiros que queriam seu lugar em banda.
Suspeitos estão presos e, para polícia, caso está encerrado.


“Estragou a minha vida. Usaram da minha boa fé e do meu amor”, afirma o caminhoneiro Deivid Correa, de 26 anos, que matou com dois tiros nas costas a dançarina Alini Gama, de 21 anos. Segundo a polícia, a morte foi um pedido da namorada Adayane Matias e do dançarino Juliermeson Bastos, ambos com 20 anos. Eles queriam o lugar da vítima em uma banda de forró. O crime foi, de acordo com o suspeito, uma prova de amor. No dia 21 de setembro, em Cariacica, Espírito Santo, Alini foi assassinada no estacionamento de uma pousada.
No começo de setembro, Alini participou de um show do Trio Chapahall's. Nas imagens, Adayane dança com o parceiro Juliermeson, conhecido como Júlio. A banda de forró convidou a dupla de dançarinos para fazer apenas quatro apresentações. Os empresários do grupo informaram que, desde o principio, deixaram claro que os dois não seriam fixos na banda e que queriam quatro dançarinas.
Dias depois da participação de Adayane e Julio, a banda escolheu as quatro dançarinas que seriam fixas, entre elas, Alini Gama. Antes de morrer, ela estava ensaiando para a gravação do DVD do grupo. A companheira de dança Vânia Campos disse que, junto com a amiga, realizava o sonho de ser dançarina. “Ela estava no auge, estava linda, dançando muito. Estava no momento dela”, disse.
Enquanto elas treinavam a coreografia, Adayane e Julio arquitetavam um plano para eliminar as concorrentes e voltar para a banda. É o que revelou Deivid, em um vídeo gravado pela polícia. “Ela (Adayane) disse sobre a ideia do Julio, para poder dar um susto nessa menina. Até então, se eu desse um susto o contratante ia chamar a gente de volta”, disse.
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Sabendo que Alini viajaria com a banda, Julio, Adayane e Deivid pensam em um atentado. “O atentado seria no ônibus. Iria atirar quando passasse pela Serra. Mas falei que não, porque tinha muita gente inocente. Foi ai que eles bolaram para eu ligar, passar por outra pessoa, combinar com ela o local, simular uma coisa qualquer e terminar com ela”, explicou.
Deivid, então, ligou para Aline. Disse que queria contratar a dançarina e combinou um encontro. O local escolhido foi o estacionamento de uma pousada que sempre tem movimento. Fica ao lado de uma rodovia também muito movimentada. Era de manhã. Ele só não foi filmado dando dois tiros em Alini porque uma câmera de segurança da pousada não estava funcionando. A dançarina ficou caída no estacionamento e Deivid fugiu de moto. Mas foi visto por testemunhas. A polícia não demorou em encontrá-lo e ele foi preso no mesmo dia.
No começo dos depoimentos para a polícia, Deivid assumiu o crime, mas protegeu a namorada. Ele não disse a verdade e assumiu a culpa todo sozinho. “Eu não queria prejudicar ela. Ela não fez nada. Quem fez isso tudo fui eu e o Julio”, disse o caminhoneiro.
Mas, depois, quando ficou sabendo que havia sido traído por Adayane, justamente, durante os shows que fez com o Trio Chapahalls, Deivid muda sua versão do crime. “Se eu fiz isso, foi por que ela me pediu”, disse ao delegado.
Alini Gama foi morta a tiros na sexta-feira (21), em Cariacica, Espírito Santo (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Alini Gama foi morta a tiros, em Cariacica.
(Foto: Reprodução/TV Gazeta)
Adayane é presa e admite o crime para a polícia, mas culpa Júlio. “Da minha cabeça isso nunca teria saído. Nunca ia pensar em pedir Deivid para fazer isso”, relata a dançarina.
O dançarino também é preso e, ainda na viatura, Julio confirma que mandou matar Alini. Ele achava que, sem ela, voltaria a dançar com o Trio Chapahall's e que gravaria o DVD com a banda. “Até então, eles tinham falado que tinham gostado da gente. Só o figurino não foi adequado. Então, tirando ela do nosso caminho, eu também teria essa oportunidade”, contou Julio.
Para o delegado Adroaldo Lopes, o caso está encerrado. “Eles vão ser indiciados por homicídio duplamente qualificado. Primeiramente, por motivo fútil, depois pela impossibilidade de defesa da vítima, tendo em vista que ele atirou pelas costas”, afirma.
Mesmo sem Alini, a banda gravou o DVD e fez uma homenagem: foi respeitado um minuto de silêncio durante a gravação, que aconteceu um dia depois da morte da dançarina, em São Mateus, Norte do Espírito Santo. No palco, três e não quatro dançarinas como queria a banda. O quarto lugar será em memória a Alini, “para sempre no Trio Chapahall’s”.







será em memória a Alini, “para sempre no Trio Chapahall’s

Morre aos 95 anos o historiador Eric Hobsbawm


Intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século XX.
Ele escreveu 'A Era das Revoluções', 'A Era do Capital' e outras obras.




O historiador Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira (1) aos 95 anos em um hospital de Londres, informou sua família. Ele sofria de pneumonia.
O intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século XX e escreveu "A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios", "Era dos Extremos", "Sobre História
História Social do Jazz", entre outras obras.
Hobsbawm nasceu em Alexandria, Egito, em 1917, cresceu em Viena e Berlin e se mudou para Londres em 1933. Ele se afiliou ao Partido Comunista da Inglaterra em 1936.
O historiador britânico Eric Hobsbawm posa durante a primeira edição da Flip, em 2003; ele foi considerado a estrela daquela edição  (Foto: Divulgação)O historiador britânico Eric Hobsbawm posa durante a primeira edição da Flip, em 2003; ele foi considerado a estrela daquela edição (Foto: Divulgação)
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Jornal: PCC tem 1,3 mil membros em liberdade e arrecada R$ 6 mi/mês



Com base em cerca de 400 documentos apreendidos em operações policiais, o jornal Folha de S. Paulo estima que o PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que atua em todo o Estado de São Paulo, tenha 1.343 homens em liberdade atuando nas ruas paulistas, quase o dobro de um batalhão da Polícia Militar. Todos os membros da organização pagam uma mensalidade de R$ 600 para integrá-la.
Segundo a publicação, o PCC atua em 123 cidades de São Paulo e arrecada cerca de R$ 6 milhões por mês. Planilhas codificadas mostram o patrimônio do grupo, que usa as expressões "pé de borracha", para veículos; "ferramentas", para armas; "tijolos", para imóveis; e nomes de frutas para se referir a drogas. Os documentos detalham, ainda,parte da droga vendida na cidade de São Paulo.

Presos cavam túnel e conseguem fugir de delegacia em Fortaleza

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6191918-EI5030,00-Presos+cavam+tunel+e+conseguem+fugir+de+delegacia+em+Fortaleza.

Neste domingo, quatro detentos fugiram da Delegacia de Capturas, no centro de Fortaleza (CE). Os homens cavaram um túnel com acesso a um depósito da divisão de transportes da Polícia, localizada ao lado da delegacia. Segundo o inspetor-chefe Evaldo Coelho, até às 19h os presos ainda estavam foragidos.
A fuga foi descoberta a partir de uma denúncia feita por telefone. Uma policial então foi verificar e confirmou que os detentos haviam de fato escapado. Segundo Coelho, haviam outros pesos na mesma cela, mas seomente quatro deles saíram pelo túnel.
A polícia não revelou a identidade dos fugitivos, mas informou que um deles responde por estupro e três por descumprir a Lei Maria da Penha.

Mineiro que patenteou a bina luta há 20 anos na Justiça para receber seus direitos

 
 
Nascido em Belo Horizonte, numa casa no alto da Rua Além Paraíba, no tradicional Bairro Lagoinha, Nélio José Nicolai, de 72 anos, tem bonitas histórias para contar, mas ainda aguarda pelo final feliz de uma delas. A maioria dos brasileiros pode até não ter ouvido falar desse torcedor do Cruzeiro, casado há quase quatro décadas e meia com dona Luzia e que só se matriculou na quinta série aos 20 anos de idade. Certamente, porém, você, seus familiares e amigos se beneficiam no dia a dia com pelo menos uma das invenções de Nélio. Ele é o criador do bina, serviço oferecido por todas as operadoras de telefonia do planeta e cujo nome foi inspirado na frase "B identifica A".

A maior invenção dele também é motivo de sua maior dor de cabeça. Embora Nélio tenha patenteado o bina, criado no fim da década de 1970, quando era técnico em telecomunicações na Telebrasília, ele luta na Justiça há 20 anos para receber uma espécie de royalty mensal do serviço. No início de setembro, a Claro o procurou para um acordo. "As operadoras cobram US$ 6 (cerca de R$ 12) de cada cliente em todo o mundo. Como preciso sobreviver, aceitei a proposta. Não posso dizer o valor, mas é uma miséria em relação ao que tenho direito. Em relação as outras empresas, aguardo decisão do Judiciário". A Vivo já foi condenada em primeira instância e recorreu.

Fora do Brasil as coisas são diferentes. A World Intellectual Property Organization (Wipo) o condecorou com medalha e certificado. Mas quem disse que a vida dele foi fácil? Filho de uma dona de casa e de um dono de bar, o inventor é o caçula de nove filhos - sete mulheres e dois homens. Quando criança, sonhava ser jogador de futebol. Na adolescência, foi quarto-zagueiro e lateral esquerdo na equipe juvenil do Cruzeiro, time fundado pela colônia italiana, da qual pertencia avô de Nélio. Apesar da dedicação, ele não teve muitas oportunidades e se transferiu para o Pedro Leopoldo, na cidade homônima da Grande Belo Horizonte. "Disputei o Campeonato Mineiro de 1965".

Sua maior recordação é uma foto preta e branca na qual disputa uma jogada com o craque Tostão, campeão mundial, ao lado de Pelé e companhia, no México. "Guardo a fotografia comigo", disse, contando que sua equipe perdeu aquela partida por 4 a 1. Naquele tempo, ele cursava o ensino técnico no Cefet. "Fiquei muitos anos sem estudar. Recordo que, depois de servir o Exército, me matriculei na 5ª série. Tinha 20 anos. O primeiro dia foi difícil porque o resto da turma, todos com 11 ou 12 anos, me chamavam de tio. Pensei em sumir". Mas Nélio foi em frente e conquistou o diploma de técnico em eletrotécnica.

Ele já havia deixado os gramados quando recebeu o convite para jogar num clube de futebol de salão que a Ericsson havia montado na capital. "Deus me deu a mão. Por causa do futebol, consegui emprego numa terceirizada da empresa de telefonia".

Idealismo

O novo emprego lhe exigiu muitas viagens. Numa delas, desembarcou em Brasília, onde foi convidado a trabalhar na telefônica local. Foi lá que ele teve a ideia de criar o bina. "Como não havia laboratório na Telebrasília, montei o bina numa máquina de calcular. A operadora não botava fé na minha criação, dizia que era quebra de sigilo (telefônico) e que países como os Estados Unidos jamais iriam usá-lo. O que seria uma honra em qualquer país se transformou numa guerra para mim, pois comecei a ser isolado dentro da empresa. Chefe de departamentos e diretores começaram a me ignorar e me deixavam sentado em uma mesa sem fazer nada. Comecei a adoecer".

O martírio maior veio em 1984, quando foi despedido. O motivo é curioso: "Havia sido eleito o funcionário padrão em 1982 e em 1983, mas, no ano seguinte, em razão de muitos clientes quererem comprar o bina, a firma me despediu com a justificativa de que eu estava atrapalhando a empresa. Um absurdo. Tanto que outros países, sabendo da minha demissão, me convidaram para trabalhar lá fora. Recusei, porque meu lugar é aqui. Sempre fui idealista. Sou brasileiro", desabafou o inventor, criador de outros serviços, como o salto - serviço sonoro que indica, durante um telefonema, que há outra chamada na linha. Também é dele o Bina-lo, que registra as chamadas perdidas.

Aposta de loteria no Afeganistão

O inventor Nélio José Nicolai não para. Agora quer convencer a Caixa Econômica Federal (CEF) de que apostas nas loterias podem ser feitas nos caixas eletrônicos. "Se a pessoa estiver no Afeganistão e lá tiver um caixa da CEF, poderá fazer a aposta". Além das invenções, o mineiro ganha a vida prestando consultorias pela Lune, empresa que montou, em 1993, e cujo nome é a junção das iniciais do nome da esposa, Luzia, com o dele.

"Gosto tanto de conversar que, quando alguém me procura para uma consultoria, percebo que conto tudo antes de assinarmos o contrato para o serviço", disse Nélio, acrescentando que o dinheiro que recebeu da Claro foi investido na Lune. Mas o que ele mais deseja é o fim da batalha judicial contra as operadoras.

"A lei que trata das patentes tem um artigo que diz que o titular pode impedir todos de usarem o invento ou licenciá-lo. Na época, o juiz concedeu uma liminar para as multinacionais usarem a vontade. É um crime de 'lesa-pátria', pois a patente do bina para o Brasil é um patrimônio importante. As multinacionais faturam US$ 39,6 bilhões por mês. Eu e o Brasil não recebemos nenhum centavo. Só em nosso país há 256 milhões de celulares", lamentou Nélio, pai de quatro filhos.

O mais velho lhe deu dois netos. A eles, quando crescerem um pouco mais, Nélio ensinará à dupla uma frase que lamenta dizer: "Para que tenhamos uma democracia boa, o Judiciário precisa ser mais ágil". (PHL)