Os professores mantiveram-se em expectativa , esperando um resultado da reunião entre educadores e governo que levasse ao finl do movimento paredista.
Mas o governo novamente não apresenta nenhuma proposta. O governo diz esperar a publicação do acórdão do STF sobre a lei do piso para se pronunciar sobre tabela salarial.
O sindicato defende um reajuste emergencial baseado no Fundeb de 15,8%, até a proposta baseada na lei do piso seja apresentada pelo governo, diante do impasse a greve continua ,os educadores pedem uma proposta formal , escrita do governo sobre os pontos que diz concordar, para levar para a categoria analisar.
Enquanto isso a greve continua e Roseana não tá nem aí participaram da reunião por parte do governo, washinton, Rodrigo comerciário, e a olga simão.
Boas vindas e boa leitura é o que desejamos a todos que acessarem este blog, aqui trataremos de temas variados, mas de interesse público e do público: direitos humanos, educação, cultura, segurança pública, política etc.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
sistema prisional do estado é corrupto afirma juiz do CNJ“A corrupção no sistema prisional estadual está tão latente que exige intervenção urgente da governadora”
O JUIZ AUXILIAR DO cnj, Luciano Losekan afirma o óbvio o sistema Prisional do estado é corrupto, todo o sistema de justiça criminal sabe da corrupção endêmica que existe no sistema penitenciário do estado, várias entidades que fazem o controle social do sistema penitenciário vem denunciando sistematicamente isso. A ouvidoria de segurança Pública também, a OAB, esta fala em crime organizado nos presidios dos estados, no entanto diretores com currículo incompativel com o caráter ressocializador da pena permanecem. Quem se opõem a esses desvios dentro do sistema penitenciário é perseguido.Veja a seguir a reportagem . completa.
“A corrupção no sistema prisional estadual está tão latente que exige intervenção urgente da governadora”, afirmou o juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça, Luciano Losekan, na sexta-feira última, 29, em Timon, ao falar sobre conclusões do III Mutirão Carcerário do Estado durante a instalação da Vara de Execuções da comarca. “Devido ao trabalho do Judiciário houve avanços na área da execução penal”, reconheceu. O relatório final da ação será divulgado no site do CNJ.
Segundo Losekan, o sistema penitenciário atual do país é resultado da omissão dos poderes públicos. Sem mudanças e investimentos no sistema prisional os cidadãos estarão cada vez mais atrás encarcerados, e os bandidos a cada dia mais soltos. “O governante que não atentar para isso está negligenciando a aplicação dos dinheiros públicos”, disse ao presidente do Tribunal de Justiça Jamil Gedeon, ao corregedor Antonio Guerreiro Júnior, juízes e autoridades.
Para o juiz do CNJ não existe no Brasil sistema prisional eficiente, contudo é determinante que os estados invistam na recuperação de presos. “No Maranhão, 90% da população carcerária representam presos provisórios – um índice superlativo no cenário nacional”, informou.
Guerreiro Júnior disse a Losekan que ele e o presidente Jamil Gedeon empreendem gestão compartilhada, voltada a fortalecer a magistratura de 1º grau, e citou como exemplos próximos a Vara de Execuções, o projeto “Pauta Zero” que durante a semana saneou mais de 4.000 processos da 6ª Vara e do Juizado Especial de Timon, e o segundo ciclo de inspeções que faz a todas as comarcas.
O corregedor alertou o representante do CNJ quanto ao repasse aos Judiciários estaduais de competências fora do seu eixo de trabalho – com o que Losekan aquiesceu – e fez referência à falta de estrutura para lidar com questões graves, entre eles a falta de um manicômio judiciário e o cadastro incompleto de presos no estado, problema que levou a conhecimento da governadora Roseana Sarney.
Continuidade ao planejamento estratégico no Judiciário maranhense, a gestão em parceria com o corregedor, o elenco de obras de construção e reforma de fóruns e o fortalecimento do 1º grau – “onde se concentram 90% das demandas judiciárias”, enfatizou – foram destaques no pronunciamento do presidente do TJMA.
Calculadoras
Nos dias 10 de maio e 5 de junho o CNJ vai disponibilizar calculadoras de pena e de precisão, para que juízes de todo o pais acompanhem o início, a progressão e o tempo restante da pena de cada detento, anunciou em primeira mão Luciano Losekan em Timon. Os programas devem ser baixados do site do Conselho (www.cnj.jus.br).
O juiz do CNJ informou que devido a problemas de restrição orçamentária não haverá dinheiro este ano para a transferência de presos de um estado para outro. “O juiz que pedir não será atendido”, adiantou.
Fonte : TJ-MA
“A corrupção no sistema prisional estadual está tão latente que exige intervenção urgente da governadora”, afirmou o juiz auxiliar do Conselho Nacional de Justiça, Luciano Losekan, na sexta-feira última, 29, em Timon, ao falar sobre conclusões do III Mutirão Carcerário do Estado durante a instalação da Vara de Execuções da comarca. “Devido ao trabalho do Judiciário houve avanços na área da execução penal”, reconheceu. O relatório final da ação será divulgado no site do CNJ.
Segundo Losekan, o sistema penitenciário atual do país é resultado da omissão dos poderes públicos. Sem mudanças e investimentos no sistema prisional os cidadãos estarão cada vez mais atrás encarcerados, e os bandidos a cada dia mais soltos. “O governante que não atentar para isso está negligenciando a aplicação dos dinheiros públicos”, disse ao presidente do Tribunal de Justiça Jamil Gedeon, ao corregedor Antonio Guerreiro Júnior, juízes e autoridades.
Para o juiz do CNJ não existe no Brasil sistema prisional eficiente, contudo é determinante que os estados invistam na recuperação de presos. “No Maranhão, 90% da população carcerária representam presos provisórios – um índice superlativo no cenário nacional”, informou.
Guerreiro Júnior disse a Losekan que ele e o presidente Jamil Gedeon empreendem gestão compartilhada, voltada a fortalecer a magistratura de 1º grau, e citou como exemplos próximos a Vara de Execuções, o projeto “Pauta Zero” que durante a semana saneou mais de 4.000 processos da 6ª Vara e do Juizado Especial de Timon, e o segundo ciclo de inspeções que faz a todas as comarcas.
O corregedor alertou o representante do CNJ quanto ao repasse aos Judiciários estaduais de competências fora do seu eixo de trabalho – com o que Losekan aquiesceu – e fez referência à falta de estrutura para lidar com questões graves, entre eles a falta de um manicômio judiciário e o cadastro incompleto de presos no estado, problema que levou a conhecimento da governadora Roseana Sarney.
Continuidade ao planejamento estratégico no Judiciário maranhense, a gestão em parceria com o corregedor, o elenco de obras de construção e reforma de fóruns e o fortalecimento do 1º grau – “onde se concentram 90% das demandas judiciárias”, enfatizou – foram destaques no pronunciamento do presidente do TJMA.
Calculadoras
Nos dias 10 de maio e 5 de junho o CNJ vai disponibilizar calculadoras de pena e de precisão, para que juízes de todo o pais acompanhem o início, a progressão e o tempo restante da pena de cada detento, anunciou em primeira mão Luciano Losekan em Timon. Os programas devem ser baixados do site do Conselho (www.cnj.jus.br).
O juiz do CNJ informou que devido a problemas de restrição orçamentária não haverá dinheiro este ano para a transferência de presos de um estado para outro. “O juiz que pedir não será atendido”, adiantou.
Fonte : TJ-MA
Visita ao presídio das cabeças cortadas-O trato era esse: dinheiro na conta, brinquedos na mão
Já faz maisde 150 dias desde o motim do presídio S.Luís onde morreram 18 presos com vários deles decapitados. A secretária de segurança afirmou categoricamente que o motim teve intervenção externa, um agente administrativo foi preso acusado de introduzir armas no presidio, a secretaria de segurança iniciou as investigações e continuou afirmando que houve intervenção externa, para concluir o inquérito de mais de 900 páginas faltaria a quebra de sigilos telefônicos.
Aqui neste blog reproduzimos um relato minucioso do Dep. Fernando Gabeira, que visitou o presídio logo após achacina,o relato é forte ,detalhado, revelador.
o trato era esse esse: dinheiro na conta, brinquedos na mão.
Assim um prisioneiro de Pedrinhas, no Maranhão, contou o inicio do motim que resultou em 18 mortes e três cabeças cortadas.
Os brinquedos eram, um revólver 38 e um 22. O sol nasceu às 5h3om e havia muita excitação no Presídio de Pedrinhas, com 5800m2, distante 28 km de São Luís. Na hora em que sol seria oferecido a todos, Honey Boy e Diferente, os dois líderes do motim renderam o guarda e o grupo de dez prisioneiros tomou conta do anexo de segurança máxima. Não havia plano de fuga, apenas uma difusa vontade de quebrar a cadeia e chamar atenção. Dizendo-se oprimidos pela falta de água, que durava 25 dias, pelos maus tratos, qualidade da comida e todos os itens que assombram os presídios brasileiros, os presos sentiram um grande impulso de vingança. Pouparam o agente penitenciário, por um instinto de sobrevivência, e partiram para matar os alemães.
Dentro do presídio havia muitas rótulos, alemães eram antigamente moradores de um bairro de São Luis que tinham pele mais clara. A rivalidade entre bairros da cidade estava presente. Havia ainda a luta com vários mortos entre os da capital e os da baixada. Baixada no Maranhão é principalmente a Baixada Ocidental, uma região de campos gerais tomadas pelos búfalos.
Mas a fúria do grupo que tomou o presídio atropelou inclusive as explicações. Entre os 18 mortos havia gente tanto da capital como da baixada. E nenhum estuprador. Os boatos e fotos macabras que circularam na internet afirmavam que foram pênis e enterrados na boca. Isso também não aconteceu, apenas uma fantasia em torno de cabeças cortadas.
Thoreau, o escritor americano, dizia que era preciso visitar a cadeia para conhecer a sociedade. Naquele tempo não havia Google. Nem YouTube
Visitei muitas cadeias, estive preso em algumas delas. Cobri pela televisão o sorteio da morte na Lagoinha, em Belo Horizonte. Os presos sorteavam um deles, matava-o e lançavam o corpo fora. Também visitei o Carandiru quando houve o massacre. Mas agora estava diante de massacre de presos por presos.
Quando entrei na quente manhã de quinta-feira no presídio de Pedrinhas, sabia que estava diante do inexplicável. Soldados com fuzis Mauser, da I Guerra Mundial, agentes com espingarda 12 de cano cortado, e um grupo especial, com uma grande bolsa preta a tiracolo, cheia de balas de borracha, nos esperavam na entrada.
O objetivo era o anexo de segurança máxima, lá onde as grades estão acima do corredor e há pesadas portas de ferro onde aparece a face do preso. Nosso caminho inicial eram os que viviam em regime semi-aberto, os detidos em xadrez comum, e, finalmente, o do motim, onde estão os presos mais perigosos.
A diferença visual entre um e outro: no xadrez comum onde há superlotação, 12 pessoas por 10 m2, a lembrança será a sempre a coreografia dos braços para fora. E desta vez a confirmação de algo que já observara no Rio: são cada vez mais jovens.
Na entrada de segurança máxima mostraram o lugar onde estavam as cabeças cortadas. Diferente e Honey Boy andavam com as cabeças na mão para impressionar os negociadores, que não sabiam quantos mortos havia lá dentro. Dentro da segurança máxima os rostos apareciam ora para silenciosamente mostrar suas marcas ou para reafirmar as reclamações sobre água, comida, banho sol, assistência jurídica – enfim o que se ouve na maioria dos presídios. Um deles chegou a fazer uma rápida preleção sobre o dever da sociedade em mantê-los com dignidade.
O que torna possível um motim é o acumulo de pequenos problemas que não se resolvem. Uma boa parte dos presos sonha em sair pela porta da frente. Só se aderem em momentos em que a situação se torna insuportável. Nesse sentido, o motim de Pedrinha é como os outros.
Mas tem um componente político. Há luta pelo espaço na Secretaria de Segurança. Faltou água 25 dias porque a bomba queimou, misteriosamente, nove vezes nesse período.
Esses fatores todos explicam a possibilidade do motim. Talvez não tenha sido difícil achar alguém para trazer as armas, pois armas e drogas entram fácil por ali. Há apenas um velho e inoperante detector de metais. Um dado deve ter orientado os detentos. Entre os agentes havia que sempre colocava anúncios para fazer o plantão de outros, por R$ 80. Devem ter descoberto aí alguém em busca de dinheiro.
Colhemos apenas um relato de testemunha ocular. Mas ela não explica as mortes. Apenas conta o que viu: o grupo dominando o agente e, em seguida, um rápido tiroteio, e os amotinados partindo para buscar seus inimigos. Um dos mortos, Spike, era evangélico e morreu porque um dos líderes não gostava dele. Os outros, Bigode, Quequé, Gaguinho, Cagão, Guri foram tombando um a um. Primeiro eram imobilizados e com armas artesanais eram golpeados mais de 50 vezes. Quando estavam mortos ou agonizando Elmar, um índio guajajara, abriu o canivete e disse: agora vou fazer o que gosto. E cortou as três cabeças.
Os amotinados se uniram para matar e mesmo conversando com eles não se consegue entender. Eles se portarão como leões enfurecidos. Talvez um inquérito feito pela Policia Federal que produziu alguns relatórios de inteligência, se desdobrado pudesse jogar um pouco mais da luz no tema. Há uma prática entre alguns agentes de terceirizar a morte dos presos que, por alguma razão, detestam. Eles fazem isto deslocando-os para xadrezes onde estão os mais ferozes. E o fazem sempre indicando que eram colaboradores da policia. Esse processo de execuções, acontece aos poucos e ao longo do tempo.
Talvez a sensação de que uma prática aceita pelas duas partes de que matar outro preso não é crime tenha impulsionado o motim para o ponto de menor resistência. Para onde dirigir o ódio? Contra os agentes, significa retaliação violenta? Contra o presídio? Há pouco o que fazer com as mãos nuas contra estrutura metálicas.
Os presos matarem seus inimigos pessoais porque sabiam que eles eram a parte mais fraca. Alguns disseram que a escolha era punir estupradores porque queriam algum tipo de simpatia. E talvez soubessem também que em muitos lugares ao saberem que 18 presos tinha sido mortos pelos próprios companheiros, haveria um suspiro de alivio.
Como dizia Thoreau é preciso ir à cadeia. Não para experimentar complexo de culpa mas para demonstrar que embora inexplicável esse tipo de fatos pode ser reduzido dramaticamente.
Em primeiro lugar, etapa que o Brasil pode cumprir rápido, enquanto não acha alternativas decentralizantes, é criar um serviço de inteligência para monitorar os presídios. Basta ter um grupo de analistas, questionários diários para serem respondidos. Nosso sinal amarelo já teria sido acionado muitas vezes com 25 dias de água.
Outra importante experiência, que existe hoje na Inglaterra é continuar monitorando os presos, mesmo depois de condenados. Através do processo de entrevistas e observações e medidas adequadas, é possível reduzir a criminalidade dentro do presídio.
Isto talvez seja caro demais para as imensas dificuldades do sistema penitenciário. Mas uma inteligência anti-motim talvez se pague. Numa dessas explosões, em São Paulo, os prejuízos foram de R$ 32 milhões. E o detonador era o problema com a comida.
Ao me afastar da comissão para colher a imagem de uma cela destruída, no pavilhão dos presos de regime semi-aberto, distanciei-me da comissão e os próprios presos me indicaram o caminho de volta, por uma porta que dava para o campo de futebol. É por aqui coroa, apontavam solícitos. É isto, vamos envelhecendo e certas repetições macabras, ainda não conseguimos evitar.
Fonte : http://www.gabeira43.com.br
Aqui neste blog reproduzimos um relato minucioso do Dep. Fernando Gabeira, que visitou o presídio logo após achacina,o relato é forte ,detalhado, revelador.
o trato era esse esse: dinheiro na conta, brinquedos na mão.
Assim um prisioneiro de Pedrinhas, no Maranhão, contou o inicio do motim que resultou em 18 mortes e três cabeças cortadas.
Os brinquedos eram, um revólver 38 e um 22. O sol nasceu às 5h3om e havia muita excitação no Presídio de Pedrinhas, com 5800m2, distante 28 km de São Luís. Na hora em que sol seria oferecido a todos, Honey Boy e Diferente, os dois líderes do motim renderam o guarda e o grupo de dez prisioneiros tomou conta do anexo de segurança máxima. Não havia plano de fuga, apenas uma difusa vontade de quebrar a cadeia e chamar atenção. Dizendo-se oprimidos pela falta de água, que durava 25 dias, pelos maus tratos, qualidade da comida e todos os itens que assombram os presídios brasileiros, os presos sentiram um grande impulso de vingança. Pouparam o agente penitenciário, por um instinto de sobrevivência, e partiram para matar os alemães.
Dentro do presídio havia muitas rótulos, alemães eram antigamente moradores de um bairro de São Luis que tinham pele mais clara. A rivalidade entre bairros da cidade estava presente. Havia ainda a luta com vários mortos entre os da capital e os da baixada. Baixada no Maranhão é principalmente a Baixada Ocidental, uma região de campos gerais tomadas pelos búfalos.
Mas a fúria do grupo que tomou o presídio atropelou inclusive as explicações. Entre os 18 mortos havia gente tanto da capital como da baixada. E nenhum estuprador. Os boatos e fotos macabras que circularam na internet afirmavam que foram pênis e enterrados na boca. Isso também não aconteceu, apenas uma fantasia em torno de cabeças cortadas.
Thoreau, o escritor americano, dizia que era preciso visitar a cadeia para conhecer a sociedade. Naquele tempo não havia Google. Nem YouTube
Visitei muitas cadeias, estive preso em algumas delas. Cobri pela televisão o sorteio da morte na Lagoinha, em Belo Horizonte. Os presos sorteavam um deles, matava-o e lançavam o corpo fora. Também visitei o Carandiru quando houve o massacre. Mas agora estava diante de massacre de presos por presos.
Quando entrei na quente manhã de quinta-feira no presídio de Pedrinhas, sabia que estava diante do inexplicável. Soldados com fuzis Mauser, da I Guerra Mundial, agentes com espingarda 12 de cano cortado, e um grupo especial, com uma grande bolsa preta a tiracolo, cheia de balas de borracha, nos esperavam na entrada.
O objetivo era o anexo de segurança máxima, lá onde as grades estão acima do corredor e há pesadas portas de ferro onde aparece a face do preso. Nosso caminho inicial eram os que viviam em regime semi-aberto, os detidos em xadrez comum, e, finalmente, o do motim, onde estão os presos mais perigosos.
A diferença visual entre um e outro: no xadrez comum onde há superlotação, 12 pessoas por 10 m2, a lembrança será a sempre a coreografia dos braços para fora. E desta vez a confirmação de algo que já observara no Rio: são cada vez mais jovens.
Na entrada de segurança máxima mostraram o lugar onde estavam as cabeças cortadas. Diferente e Honey Boy andavam com as cabeças na mão para impressionar os negociadores, que não sabiam quantos mortos havia lá dentro. Dentro da segurança máxima os rostos apareciam ora para silenciosamente mostrar suas marcas ou para reafirmar as reclamações sobre água, comida, banho sol, assistência jurídica – enfim o que se ouve na maioria dos presídios. Um deles chegou a fazer uma rápida preleção sobre o dever da sociedade em mantê-los com dignidade.
O que torna possível um motim é o acumulo de pequenos problemas que não se resolvem. Uma boa parte dos presos sonha em sair pela porta da frente. Só se aderem em momentos em que a situação se torna insuportável. Nesse sentido, o motim de Pedrinha é como os outros.
Mas tem um componente político. Há luta pelo espaço na Secretaria de Segurança. Faltou água 25 dias porque a bomba queimou, misteriosamente, nove vezes nesse período.
Esses fatores todos explicam a possibilidade do motim. Talvez não tenha sido difícil achar alguém para trazer as armas, pois armas e drogas entram fácil por ali. Há apenas um velho e inoperante detector de metais. Um dado deve ter orientado os detentos. Entre os agentes havia que sempre colocava anúncios para fazer o plantão de outros, por R$ 80. Devem ter descoberto aí alguém em busca de dinheiro.
Colhemos apenas um relato de testemunha ocular. Mas ela não explica as mortes. Apenas conta o que viu: o grupo dominando o agente e, em seguida, um rápido tiroteio, e os amotinados partindo para buscar seus inimigos. Um dos mortos, Spike, era evangélico e morreu porque um dos líderes não gostava dele. Os outros, Bigode, Quequé, Gaguinho, Cagão, Guri foram tombando um a um. Primeiro eram imobilizados e com armas artesanais eram golpeados mais de 50 vezes. Quando estavam mortos ou agonizando Elmar, um índio guajajara, abriu o canivete e disse: agora vou fazer o que gosto. E cortou as três cabeças.
Os amotinados se uniram para matar e mesmo conversando com eles não se consegue entender. Eles se portarão como leões enfurecidos. Talvez um inquérito feito pela Policia Federal que produziu alguns relatórios de inteligência, se desdobrado pudesse jogar um pouco mais da luz no tema. Há uma prática entre alguns agentes de terceirizar a morte dos presos que, por alguma razão, detestam. Eles fazem isto deslocando-os para xadrezes onde estão os mais ferozes. E o fazem sempre indicando que eram colaboradores da policia. Esse processo de execuções, acontece aos poucos e ao longo do tempo.
Talvez a sensação de que uma prática aceita pelas duas partes de que matar outro preso não é crime tenha impulsionado o motim para o ponto de menor resistência. Para onde dirigir o ódio? Contra os agentes, significa retaliação violenta? Contra o presídio? Há pouco o que fazer com as mãos nuas contra estrutura metálicas.
Os presos matarem seus inimigos pessoais porque sabiam que eles eram a parte mais fraca. Alguns disseram que a escolha era punir estupradores porque queriam algum tipo de simpatia. E talvez soubessem também que em muitos lugares ao saberem que 18 presos tinha sido mortos pelos próprios companheiros, haveria um suspiro de alivio.
Como dizia Thoreau é preciso ir à cadeia. Não para experimentar complexo de culpa mas para demonstrar que embora inexplicável esse tipo de fatos pode ser reduzido dramaticamente.
Em primeiro lugar, etapa que o Brasil pode cumprir rápido, enquanto não acha alternativas decentralizantes, é criar um serviço de inteligência para monitorar os presídios. Basta ter um grupo de analistas, questionários diários para serem respondidos. Nosso sinal amarelo já teria sido acionado muitas vezes com 25 dias de água.
Outra importante experiência, que existe hoje na Inglaterra é continuar monitorando os presos, mesmo depois de condenados. Através do processo de entrevistas e observações e medidas adequadas, é possível reduzir a criminalidade dentro do presídio.
Isto talvez seja caro demais para as imensas dificuldades do sistema penitenciário. Mas uma inteligência anti-motim talvez se pague. Numa dessas explosões, em São Paulo, os prejuízos foram de R$ 32 milhões. E o detonador era o problema com a comida.
Ao me afastar da comissão para colher a imagem de uma cela destruída, no pavilhão dos presos de regime semi-aberto, distanciei-me da comissão e os próprios presos me indicaram o caminho de volta, por uma porta que dava para o campo de futebol. É por aqui coroa, apontavam solícitos. É isto, vamos envelhecendo e certas repetições macabras, ainda não conseguimos evitar.
Fonte : http://www.gabeira43.com.br
Anistia Internacional pede justiça aos presos de Guantánamo
Após a divulgação feita pelo site WikiLeaks a respeito de abusos na prisão de Guantánamo, em Cuba, a organização Anistia Internacional declarou que os EUA devem submeter os presos a um julgamento justo, caso contrário, libertá-los.
A diretora da AI para as Américas, Susan Lee lembrou que muitos presos foram detidos por motivos banais. Por isso, defende que os presos devem ser julgados pelos tribunais civis e não militares, caso contrário, deveriam ser libertados.
A organização também critica o fato de nenhum dos presos que já foram libertados sem acusação não terem recebido indenização.
Mais de 170 pessoas continuam presas em Guantánamo, cerca da metade deles são do Iêmen.
Os documentos divulgados na semana passada pelo site Wikileaks mostravam o abuso de poder dos EUA na prisão de Guantánamo. Além estarem presos sem provas, eram classificados pelo nível de “ameaça” que poderiam representar para a soberania dos Estados Unidos.
Em seus discursos, o atual presidente norte-americano, Barack Obama, havia prometido fechar a prisão, no entanto, nada fez neste sentido, em mais de dois anos em que está na presidência do país.
FONTE : AG. PULSAR
A diretora da AI para as Américas, Susan Lee lembrou que muitos presos foram detidos por motivos banais. Por isso, defende que os presos devem ser julgados pelos tribunais civis e não militares, caso contrário, deveriam ser libertados.
A organização também critica o fato de nenhum dos presos que já foram libertados sem acusação não terem recebido indenização.
Mais de 170 pessoas continuam presas em Guantánamo, cerca da metade deles são do Iêmen.
Os documentos divulgados na semana passada pelo site Wikileaks mostravam o abuso de poder dos EUA na prisão de Guantánamo. Além estarem presos sem provas, eram classificados pelo nível de “ameaça” que poderiam representar para a soberania dos Estados Unidos.
Em seus discursos, o atual presidente norte-americano, Barack Obama, havia prometido fechar a prisão, no entanto, nada fez neste sentido, em mais de dois anos em que está na presidência do país.
FONTE : AG. PULSAR
A operação que culminou na morte de Osama
A operação que culminou na morte de Osama bin Laden, no domingo, no Paquistão, foi o oposto de boa parte das ações militares lançadas pelo país desde o início da tentativa de capturar o chefão terrorista. Desta vez, não houve uma enorme mobilização de soldados avançando lentamente na direção do alvo. A missão de domingo foi rápida, modesta e absolutamente eficaz - "de precisão cirúrgica", conforme fontes militares ouvidas pela agência de notícias EFE. Eles descreveram as circunstâncias da ação sob a condição de anonimato.
Na operação, que durou apenas 40 minutos desde a chegada dos americanos ao local até sua partida, morreram cinco pessoas, incluindo Bin Laden. Os serviços de inteligência americanos sabiam há anos que o líder da rede terrorista Al Qaeda confiava especialmente em um de seus seguidores e se suspeitava que vivia com ele. Em novembro, os agentes descobriram que este seguidor morava em um complexo residencial avaliado em mais de um milhão de dólares, em Abbottabad, um enclave de luxo nos arredores de Islamabad.
O complexo contava com duas portas de segurança e muros de três metros de altura cercados com arame farpado. Quanto mais investigava o local, mais a CIA ganhava confiança na chance de Bin Laden se esconder ali. No final de abril se contava com a certeza de que Bin Laden e sua família se refugiava nesse lugar. Durante a última quinzena do mês, se constatou que o dirigente terrorista não deixava o complexo. O presidente americano, Barack Obama, deu a ordem de atacar na sexta-feira passada, 29 de abril.
Em segredo - Os EUA não compartilharam os dados de inteligência sobre o paradeiro de Bin Laden com nenhum outro país, nem sequer com o Paquistão, por questões de segurança. "Era essencial para manter o segredo e a segurança da operação", disseram as fontes. "Sempre deixamos claro às autoridades paquistanesas que estamos em guerra com a Al Qaeda e que perseguiríamos Bin Laden onde estivesse", explicaram os altos funcionários, destacando que os EUA mantiveram "o maior dos cuidados" em atuar dentro da legalidade.
Um pequeno grupo de soldados penetrou no complexo onde estava o terrorista mais procurado do mundo no domingo. A operação durou cerca de 40 minutos. Os americanos, que chegaram ao complexo em helicóptero, não encontraram forças de segurança locais. Ao entrar no complexo aconteceu um tiroteio, que resultou na morte de Bin Laden, um de seus filhos homens adultos e outros dois homens, supostamente seguidores. Morreu também uma mulher, que um dos homens quis usar como escudo humano. Outras duas ficaram feridas.
Após a operação, os agentes deixaram o lugar novamente em helicóptero. "Foi uma operação de precisão cirúrgica, realizada por uma equipe pequena, para minimizar o dano a civis presentes no complexo ou a vizinhos", disseram as fontes. O grupo de americanos levou o corpo de Bin Laden, posteriormente jogado ao mar. "Trata-se da maior vitória dos EUA em dez anos de luta contra a Al Qaeda", disseram as fontes, que acreditam num declínio da Al Qaeda. "Bin Laden era o único comandante da organização", lembraram.
Fonte : revista veja
(Com agência EFE)
Na operação, que durou apenas 40 minutos desde a chegada dos americanos ao local até sua partida, morreram cinco pessoas, incluindo Bin Laden. Os serviços de inteligência americanos sabiam há anos que o líder da rede terrorista Al Qaeda confiava especialmente em um de seus seguidores e se suspeitava que vivia com ele. Em novembro, os agentes descobriram que este seguidor morava em um complexo residencial avaliado em mais de um milhão de dólares, em Abbottabad, um enclave de luxo nos arredores de Islamabad.
O complexo contava com duas portas de segurança e muros de três metros de altura cercados com arame farpado. Quanto mais investigava o local, mais a CIA ganhava confiança na chance de Bin Laden se esconder ali. No final de abril se contava com a certeza de que Bin Laden e sua família se refugiava nesse lugar. Durante a última quinzena do mês, se constatou que o dirigente terrorista não deixava o complexo. O presidente americano, Barack Obama, deu a ordem de atacar na sexta-feira passada, 29 de abril.
Em segredo - Os EUA não compartilharam os dados de inteligência sobre o paradeiro de Bin Laden com nenhum outro país, nem sequer com o Paquistão, por questões de segurança. "Era essencial para manter o segredo e a segurança da operação", disseram as fontes. "Sempre deixamos claro às autoridades paquistanesas que estamos em guerra com a Al Qaeda e que perseguiríamos Bin Laden onde estivesse", explicaram os altos funcionários, destacando que os EUA mantiveram "o maior dos cuidados" em atuar dentro da legalidade.
Um pequeno grupo de soldados penetrou no complexo onde estava o terrorista mais procurado do mundo no domingo. A operação durou cerca de 40 minutos. Os americanos, que chegaram ao complexo em helicóptero, não encontraram forças de segurança locais. Ao entrar no complexo aconteceu um tiroteio, que resultou na morte de Bin Laden, um de seus filhos homens adultos e outros dois homens, supostamente seguidores. Morreu também uma mulher, que um dos homens quis usar como escudo humano. Outras duas ficaram feridas.
Após a operação, os agentes deixaram o lugar novamente em helicóptero. "Foi uma operação de precisão cirúrgica, realizada por uma equipe pequena, para minimizar o dano a civis presentes no complexo ou a vizinhos", disseram as fontes. O grupo de americanos levou o corpo de Bin Laden, posteriormente jogado ao mar. "Trata-se da maior vitória dos EUA em dez anos de luta contra a Al Qaeda", disseram as fontes, que acreditam num declínio da Al Qaeda. "Bin Laden era o único comandante da organização", lembraram.
Fonte : revista veja
(Com agência EFE)
Da fortuna ao terror: a cronologia da vida de Bin Laden
Abril.com
Nascido numa família milionária da Arábia Saudita, o chefão terrorista largou a vida de conforto em Riad para travar uma guerra santa nas montanhas afegãs
Osama bin Laden tinha tudo para ser mais um multimilionário árabe que se dividia entre as tradições das sociedades muçulmanas e o gosto pelo estilo de vida ocidental. Apesar de ser herdeiro de um império na Arábia Saudita - aliado dos EUA -, preferiu trocar o conforto e o luxo em que vivia sua família em Riad pelas cavernas do Afeganistão, onde participou da resistência à invasão soviética - período, aliás, em que os americanos ajudaram os guerrilheiros locais fornecendo as armas necessárias para deter as tropas de Moscou. Em 1991, porém, os americanos se tornaram seu grande alvo: por causa da Guerra do Golfo, Bin Laden declarou guerra aos EUA, que acusava de ocupação do solo sagrado muçulmano. A seguir, a cronologia das datas marcantes da vida do terrorista mais famoso da história.
1957
Nasce em Riad, na Arábia Saudita.
1968
Seu pai, o magnata saudita da construção Mohammad bin Laden, morre em um acidente. Osama, com 11 anos, herda 80 milhões de dólares.
1973
Liga-se a grupos islamitas e aumenta sua fortuna administrando os negócios da família.
1984
Viaja ao Afeganistão com a invasão soviética (1979). Assume o comando e financia uma brigada de 20.000 homens recrutados em vários países do mundo árabe.
1988
Suposta data da criação da rede Al-Qaeda, ou seja, um ano antes da retirada soviética do Afeganistão.
1991
Com a guerra do Golfo, Bin Laden declara a "guerra santa" aos Estados Unidos, acusados de ocupar sua terra natal, a Arábia Saudita, mobilizando tropas após a invasão do Kuwait pelo Iraque.
1992
Volta à Arábia Saudita, mas seu apoio aos grupos islamitas violentos no Egito e na Argélia lhe custa a apreensão de seu passaporte. Expulso da Arábia Saudita, se instala no Sudão.
1994
Bin Laden perde a nacionalidade saudita após a publicação de "fatwas" (decretos religiosos) denunciando os Estados Unidos e a família real saudita.
1996
Sob a pressão das Nações Unidas, o Sudão exige que Osama abandone o país. Ele reaparece no Afeganistão.
7 de agosto de 1998
Atentados contra as representações americanas em Nairóbi (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia), que deixaram 224 mortos. Três meses depois, é acusado nos EUA por assassinato e complô com intenção de matar norte-americanos fora de território americano.
1999
É incluído pelo FBI na lista das dez pessoas mais procuradas do mundo.
2001
11 de setembro: Três aviões são desviados e usados como mísseis para realizar atentados espetaculares contra as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York e contra o Pentágono em Washington. Um quarto avião desviado cai na Pensilvânia. É o maior atentado terrorista da história.
13 de setembro: Bin Laden é apontado pelos Estados Unidos como o principal suspeito desses atentados.
23 de setembro: Washington oferece 25 milhões de dólares por qualquer informação que leve a sua captura.
7 de outubro: Início dos ataques britânico-americanos no Afeganistão contra campos de treinamento de Bin Laden e instalações militares. Bin Laden comemora os atentados, e promete aos Estados Unidos que o país "nunca mais se sentirá seguro".
13 de dezembro: Washington divulga uma fita de vídeo em que Bin Laden assume a responsabilidade, planejamento e execução dos atentados de 11 de setembro.
2002
31 de janeiro: Bin Laden jura combater os Estados Unidos "até a vitória ou até que nos reencontremos com Deus".
2011
1º de maio: o presidente Barack Obama anuncia a morte de Bin Laden em uma operação no Paquistão.
Fonte: reveista veja
Nascido numa família milionária da Arábia Saudita, o chefão terrorista largou a vida de conforto em Riad para travar uma guerra santa nas montanhas afegãs
Osama bin Laden tinha tudo para ser mais um multimilionário árabe que se dividia entre as tradições das sociedades muçulmanas e o gosto pelo estilo de vida ocidental. Apesar de ser herdeiro de um império na Arábia Saudita - aliado dos EUA -, preferiu trocar o conforto e o luxo em que vivia sua família em Riad pelas cavernas do Afeganistão, onde participou da resistência à invasão soviética - período, aliás, em que os americanos ajudaram os guerrilheiros locais fornecendo as armas necessárias para deter as tropas de Moscou. Em 1991, porém, os americanos se tornaram seu grande alvo: por causa da Guerra do Golfo, Bin Laden declarou guerra aos EUA, que acusava de ocupação do solo sagrado muçulmano. A seguir, a cronologia das datas marcantes da vida do terrorista mais famoso da história.
1957
Nasce em Riad, na Arábia Saudita.
1968
Seu pai, o magnata saudita da construção Mohammad bin Laden, morre em um acidente. Osama, com 11 anos, herda 80 milhões de dólares.
1973
Liga-se a grupos islamitas e aumenta sua fortuna administrando os negócios da família.
1984
Viaja ao Afeganistão com a invasão soviética (1979). Assume o comando e financia uma brigada de 20.000 homens recrutados em vários países do mundo árabe.
1988
Suposta data da criação da rede Al-Qaeda, ou seja, um ano antes da retirada soviética do Afeganistão.
1991
Com a guerra do Golfo, Bin Laden declara a "guerra santa" aos Estados Unidos, acusados de ocupar sua terra natal, a Arábia Saudita, mobilizando tropas após a invasão do Kuwait pelo Iraque.
1992
Volta à Arábia Saudita, mas seu apoio aos grupos islamitas violentos no Egito e na Argélia lhe custa a apreensão de seu passaporte. Expulso da Arábia Saudita, se instala no Sudão.
1994
Bin Laden perde a nacionalidade saudita após a publicação de "fatwas" (decretos religiosos) denunciando os Estados Unidos e a família real saudita.
1996
Sob a pressão das Nações Unidas, o Sudão exige que Osama abandone o país. Ele reaparece no Afeganistão.
7 de agosto de 1998
Atentados contra as representações americanas em Nairóbi (Quênia) e Dar es Salaam (Tanzânia), que deixaram 224 mortos. Três meses depois, é acusado nos EUA por assassinato e complô com intenção de matar norte-americanos fora de território americano.
1999
É incluído pelo FBI na lista das dez pessoas mais procuradas do mundo.
2001
11 de setembro: Três aviões são desviados e usados como mísseis para realizar atentados espetaculares contra as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York e contra o Pentágono em Washington. Um quarto avião desviado cai na Pensilvânia. É o maior atentado terrorista da história.
13 de setembro: Bin Laden é apontado pelos Estados Unidos como o principal suspeito desses atentados.
23 de setembro: Washington oferece 25 milhões de dólares por qualquer informação que leve a sua captura.
7 de outubro: Início dos ataques britânico-americanos no Afeganistão contra campos de treinamento de Bin Laden e instalações militares. Bin Laden comemora os atentados, e promete aos Estados Unidos que o país "nunca mais se sentirá seguro".
13 de dezembro: Washington divulga uma fita de vídeo em que Bin Laden assume a responsabilidade, planejamento e execução dos atentados de 11 de setembro.
2002
31 de janeiro: Bin Laden jura combater os Estados Unidos "até a vitória ou até que nos reencontremos com Deus".
2011
1º de maio: o presidente Barack Obama anuncia a morte de Bin Laden em uma operação no Paquistão.
Fonte: reveista veja
Acusado de matar trabalhador rural vai a júri popular
- A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná decidiu por unanimidade, nesta quinta-feira (29), que Marcos Menezes Prochet, ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR), deve ir a Júri Popular. Apontado como autor do disparo que matou o trabalhador rural Sebastião Camargo Filho, ele responderá por homicídio duplamente qualificado.
Conforme os autos do processo, o crime ocorreu no dia 7 de fevereiro de 1998, quando uma milícia despejou ilegalmente famílias de sem terra que ocupavam a Fazenda Boa Sorte, no município de Marilena (PR). Os trabalhadores foram obrigados a deitar com o rosto voltado para o chão. A vítima tinha 65 anos quando foi alvejada na cabeça por um tiro de espingarda calibre 12.
Prochet havia recorrido de uma decisão da juíza da Comarca de Nova Londrina. No entanto, o relator do recurso, desembargador Campos Marques, baseado em depoimentos de testemunhas, chegou à conclusão de que há indícios suficientes acerca da autoria do crime.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA já se manifestou pedindo as autoridades do país o andamento do processo. A OEA também considerou o Brasil culpado pela não responsabilização dos envolvidos no assassinato de Sétimo Garibaldi, agricultor morto em 1998, em condições semelhantes.
De São Paulo, da Radioagência Np, Jorge Américo
-A +A
Conforme os autos do processo, o crime ocorreu no dia 7 de fevereiro de 1998, quando uma milícia despejou ilegalmente famílias de sem terra que ocupavam a Fazenda Boa Sorte, no município de Marilena (PR). Os trabalhadores foram obrigados a deitar com o rosto voltado para o chão. A vítima tinha 65 anos quando foi alvejada na cabeça por um tiro de espingarda calibre 12.
Prochet havia recorrido de uma decisão da juíza da Comarca de Nova Londrina. No entanto, o relator do recurso, desembargador Campos Marques, baseado em depoimentos de testemunhas, chegou à conclusão de que há indícios suficientes acerca da autoria do crime.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA já se manifestou pedindo as autoridades do país o andamento do processo. A OEA também considerou o Brasil culpado pela não responsabilização dos envolvidos no assassinato de Sétimo Garibaldi, agricultor morto em 1998, em condições semelhantes.
De São Paulo, da Radioagência Np, Jorge Américo
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